sábado, 20 de abril de 2013

O Jovem que queria ter seu próprio destino



Um jovem estudioso, muito inteligente, parou um dia pra pensar sobre as coisas! Se perguntava: quem inventou a proibição disso ou daquilo...? o jovem deve inovar ao Ives de se grilar com as coisas, e quem achar ruim que dê seu jeito. Joel Bento, como se chamava o jovem, sem dizer nada a ninguém sobre o a nova visão que acreditava ter, resolveu fazer tudo diferente. Diferente do que aprendera ou do que todo mundo dizia que era certo. Cada cabeça é um mundo, dizia.

O rapaz tinha uma vida organizada. O pai pagava- lhe uma mesada no valor de 5 salários, quantia que permitia-lhe ter um carro, que havia comprado a prestações. Com 25 anos de idade, cursando uma faculdade de Filosofia, matéria que havia escolhido por vocação.

Porque tenho que viver o que o mundo me dita? Se perguntava constantemente, mas não tinha resolvido fazer seu próprio caminho, até então... mas agora...faria.

Imaginando a reação desfavorável da família, a seu respeito, decidiu não mais aceitar a mesada do pai. Tinha uma pequena economia que podia investir, e resolveu fazê-lo. “Meu próprio destino” - um título, que agora faria parte de sua vida. Até comprou uma agenda, para escrever na primeira página a frase, que serviria de direção para uma  vida própria.

Joel Bento, de fato era inteligente, abrira um negocio com as economias que fizera, com parte da mesada recebida do pai, comprando e vendendo confecções. Começou a ganhar dinheiro. Você, certamente gostaria de perguntar: só isso? E o que tem a ver com “meu próprio destino”? Caro leitor, o rapaz crescia rápido, e isso impressionava, porque não se via os clientes, mas uma loja cheia de mercadoria, um carro novo e tudo o mais que se pode considerar como algo que faça parte de alguém bem  sucedido. Nada de mais, até agora, porque o que segue...a história começa mudar.

Joel Bento, com uma inteligência extraordinária, como escrevi no início deste texto, chamava a atenção de muita gente, inclusive do chefe de um grupo de traficantes que usava pessoas talentosas para lavar dinheiro sujo. Um negócio com aparência de próspero é um bom prato, digo, uma boa faça para esconder dinheiro de procedência duvidosa,   ou não muito digna de admiração.

Pois é, quando descoberto o motivo de tanta velocidade no que parecia sucesso, Joel, o jovem estudante de Filosofia, que resolvera viver por conta própria ...agora ...precisava usar a inteligência para convencer a polícia em não prendê-lo. Por lavar dinheiro de atividades sujas, estava compartilhando de um crime. Não deu outra, teve que conviver com um grupo, se é que se pode chamar de grupo, os presidiários. As consequências do negócio ilícito o conduziu à cadeia, para sorte sua, porque um outro  destino o perseguia, o grupo iria matá-lo um dia depois, porque entenderam que o rapaz não oferecia tanta segurança. Chegaram atrasados e Joel Bento ficou sabendo disto já na cadeia, onde ficaria por um bom tempo...perdido. Perdido? talvez, se não tivesse, lá  encontrado Salomão, que estava cumprindo pena por ser muito direito  e determinado. Sim, não aceitara se envolver num comércio parecido com o que Joel aceitara, e acreditando os homens donos da proposta, que ele não ficaria calado, investiram contra ele... não  tiveram sucesso. Dois leigos, que aceitaram o contrato para matá-lo, morreram, e agora, Joel estava ouvindo atento o que o senhor Salomão, tinha como parte de seus arquivos. Porque um jovem de boa aparência, e muito inteligente vem parar aqui...? foi a interrogação de Salomão a Joel,  acrescentando: a vida faz-nos conhecer seu caminhos, pelas adversidades! Você tem sorte!
Mas, que sorte? alguém tão jovem, com 25 anos de idade, indo parar numa prisão...? Alguém com um pouco de senso perguntará. Mas, era o que dizia o conselheiro do presídio, que ali já  estava por dez  anos e deveria ficar por mais dois. Mas quando conversava com alguns de seus colegas presos, sobre sua saída, ficavam tristes,  alguns até choravam, porque diziam  que ficariam sem o pai que o presídio precisava. O mundo,  dizia, Salomão, precisa viver perto da verdade.  Cedo ou tarde vamos  entender isso, e se amanhã eu não poder dizer isto, estou dizendo  hoje!  
             
Num  certo  momento você se desvia da verdade, começa se iludir com as fantasias  do  mundo, a lei da divina natureza  o repudia...  em  alguns  casos, no entanto, você é poupado e é mandado para algum lugar para uma outra  missão...  foi poupado  dos que tirariam sua vida. A Lei divina o mandou  pra cá! O Criador deu a você um dom, mas será cobrado e não ficará impune na  negligência.

2 comentários:

  1. Texto extramamente lindo! Parabéns!

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  2. A mensagem é interessante. Em qualquer momento ou lugar há um espaço para alguém que tem uma tarefa.

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