quinta-feira, 25 de abril de 2013

O que é Karate Shorinji e que sugere para alcançar uma vida espiritual elevada

OBKSORGANIZAÇÃO BRASILEIRA DE KARATE-DO SHORINJI-RYU 
FUNDADA EM 1988
SÃO LUÍS – MARANHÃO – BRASIL
www.obks.oi.com.br
 / obks@oi.com.br  
Esta é a Página Oficial do Karate Shorinji do Brasil.
O SHORINJI-RYU KARATE-DO, pelo método da Escola Masu (MASUKAN) é representado pela OBKS – Organização Brasileira de Karate-Do Shorinji-Ryu, com sede em São Luís do Maranhão, Brasil e usa o nome de fantasia SHORINJI-RYU MASUKAN KARATE-DO. Os fundadores do Karate Shorinji do Brasil foram o Grão-Mestre Minoru Masu (m. 1994), japonês de Kagoshima, com o Shorinji-Ryu Okinawa-Kempo Karate-Do, e o Mestre José de Ribamar Alves (n. 1948), brasileiro do Maranhão, com o Karate Real. O idealizador e principal fundador da OBKS foi o Prof. Robson Correia de Almeida (n. 1957), brasileiro do Maranhão, criador da "ZEN SEITO-DO", doutrina filosófica que norteia os trabalhos do atual Karate Shorinji, no Brasil, praticado em quatro estados brasileiros (Maranhão, Pará, Rondônia e Acre).
A OBKS foi criada em 03 de novembro de 1988, em São Luís do Maranhão, Brasil e tendo registro em cartório em 04 de abril de 1991. Já foram registrados na OBKS cento e dois faixas pretas, dos quais oitenta permanecem no seu quadro de sócios, sendo um Grão-Mestre (superior ao 10º DAN), dois Mestres (5º DAN e acima), sete 4º DAN, vinte e oito 3º DAN, dez 2º DAN e quarenta e nove 1º DAN distribuídos em diversas Unidades de Treinamento (UTKS), com centenas de praticantes, tendo ainda representantes nos Estados da Bahia e do Rio Grande do Sul.
(Dados: out/2008, Secretaria da OBKS)




Em 05 de maio de 1972 o Mestre José de Ribamar Alves instalou a Academia REAL KARATE, iniciando o Karate Shorinji em São Luís do Maranhão, tornado-se o primeiro faixa-preta de karate do Estado.











Em 05 de maio de 1960 o Mestre Minoru Masu instalou sua primeira academia, em Belém do Pará, iniciando o KARATE SHORINJI no Brasil. 












Em 03 de novembro de 1988, o mestre Robson Correia de Almeida fundou a OBKS, em São Luís do Maranhão, oficializando  o KARATE SHORINJI no Brasil.











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O Primeiro Faixa Preta de karate no Maranhão



FILOSOFIA SEITO-DO A PROMESSA MORAL E ÉTICA O SABER SEITO-DO VERDADES RELIGIÃO MÁXIMA A MISSÃO A FILOSOFIA SEITO-DO 

Robson Coral (Mestre) A expressão japonesa SEITO-DO (***) pode ser entendida como a "busca interior da verdade" e como base filosófica deriva do ZEN, profundamente influenciada pelo KONGO-ZEN, filosofia zen-budista criada por SO DOSHIN, fundador do SHORINJI KEMPO, japonês. Quando Deus criou o homem deu-lhe um impulso que o lançou através de sua existência material. Esse impulso é o que chamamos de vida. Mas, assim, como uma pedra é lançada para cima e para longe e depois de atingir um ponto de máxima elevação tende a cair e alcançar o ponto mais distante, a vida do homem tende a acabar, e ela será tanta mais longa quanto maior for o impulso inicial. Entretanto, o homem não é uma pedra, e Deus deu-lhe o dom da criatividade através da qual ele poderia ampliar sua vida, se não em tempo de existência, pelo menos em produtividade. Ou seja: Deus deu ao homem as asas da imaginação, de modo que pudesse ser humano, diferente da pedra bruta. Assim, o homem é aquele pássaro que ao se lançar do ninho pela primeira vez não sabe voar, mas que ao se sentir no ar, no espaço aberto, a sua habilidade nata se manifesta e logo depois faz graciosos volteios na infinita amplidão dos céus. Deus pôs à disposição do homem muitas asas, dentre as quais o KARATE-DO. O Karate-Do não é apenas asas para o homem, mas também é a instrução de vôo (TE), a rota a seguir (DO) e o campo de pouso (KARA). No Karate usamos o corpo, a mente e o espírito. Os pés são descalços, porque o pé que não toca o solo onde pisa não sabe para onde leva o corpo; as pernas são firmes, para não deixarem o corpo no meio do caminho; o corpo é ágil para se livrar dos obstáculos da adversidade; os braços são fortes para ampararem o ancião e bloquearem os golpes do prepotente contra os fracos e do opressor contras os oprimidos; as mãos são limpas, vazias para que não se macule a bondade da criança quando lhe indicarmos o caminho; a mente é aberta para que possamos aprender sempre e ver o horizonte cada vez mais longe; e por fim, o espírito é livre para que não queira se prender às amarguras e às tentações da vida do mundo e que, amadurecido possa escolher o caminho a seguir. Aquele que ensina, na verdade não determina, mas tão-somente mostra o caminho. 01_ JUMBI-SHIZEI: A PROMESSA Robson Coral* (CRIADA EM 30/05/1983) 1- Terei sempre em mente que o estudo do KARATE é um caminho para se ter uma clara consciência de tudo; 2- Estarei sempre disposto a defender a justiça, os fracos e os oprimidos, e proteger ao meu próximo sem olhar o seu rosto; 3- Nunca me mostrarei cruel ou orgulhoso, porque a crueldade e o orgulho são próprios dos violentos e covardes; 4- Serei sempre forte, nunca violento; 5- Usarei meus conhecimentos de KARATE, em todos os momentos de minha vida, sempre para evitar os obstáculos, resolver os problemas e combater pela Paz em harmonia com os homens, no caminho e em nome da Verdade Cósmica. * Prof. ROBSON CORREIA DE ALMEIDA, 5º DAN, Mestre do Karate Shorinji e Diretor-presidente da OBKS, Instrutor-chefe da Escola-Matriz. Criador da Zen Seito-Do (Doutrina do Caminho da Verdade), Mentor e Fundador da OBKS, Unificador dos Estilos Okinawa-Kempo e Seito, Idealizador e Criador do Shorinji-Ryu Masukan Karate-Do. Discípulo do "Mestre Zeca" (Grão-mestre José de Ribamar Alves). Início em São Luís (MA) em 05/05/1978. Extraído do Guia Completo da OBKS para orientação de sócios _ 1994 (Edição própria) webmaster: rcoral@oi.com.br – ©1999-2007 by SOLTEC-STL (INÍCIO DA PÁGINA) 02 _ "A Moral e a Ética no Karate" Robson Coral* _ Moral, do latim "mores", que significa costumes, conduta, como modo de agir, trata dos deveres morais do homem, isto é, dos costumes e das suas diferentes formas de agir dentro do seu grupo social. É importante que não se confunda a Moral com a Ética – que vem do grego "êthos" – e também significa costumes. A Ética é um produto da reflexão individual sobre os costumes, portanto, uma parte da Moral, mas com sentido especulativo. A Moral tem por objeto os atos humanos, como resultado da apreciação das normas de ação de um grupo. As duas são, pois, complementares e não excludentes. Não existe Moral sem Ética, nem Ética sem Moral. Ninguém pode seguir padrões de comportamento sem refletir sobre eles; e toda reflexão é individual, introspectiva, nunca coletiva. O que deve, e precisa, ser coletivo é a aceitação dessa reflexão individual, quando a mesma é fruto de uma mente capaz e voltada para o bem-estar do grupo. O Karate, em todas as suas variações, é o resultado do trabalho consciente e dedicado de grandes homens, que abdicando de muitos de seus costumes, criaram formas de condutas individuais salutares que, com o passar do tempo, tornaram-se padrão de comportamento de um grupo seleto de indivíduos, verdadeiros e ilibados baluartes da Moral Social. No Masukan Shorinji-Ryu, a dedicação e a lealdade aos princípios do nosso karate, estão profundamente fincadas nos corações dos nossos seguidores. Mas, o que é dedicação e o que é lealdade? _ A dedicação é a constância e o afinco na prática laboriosa. A lealdade é o reconhecimento das origens, honrando os mestres ancestrais, fundadores e continuadores da arte. Não seguir tais princípios é, sem dúvida, renegar seus costumes, sua Moral, sua Ética. Um verdadeiro "karateka" nunca quebra um princípio moral, quando muito, modifica um comportamento ético. * Prof. ROBSON CORREIA DE ALMEIDA, 5º DAN, Mestre do Karate Shorinji e Diretor-presidente da OBKS, Instrutor-chefe da Escola-Matriz. Criador da Zen Seito-Do (Doutrina do Caminho da Verdade), Mentor e Fundador da OBKS, Unificador dos Estilos Okinawa-Kempo e Seito, Idealizador e Criador do Shorinji-Ryu Masukan Karate-Do. Discípulo do "Mestre Zeca" (Grão-mestre José de Ribamar Alves). Início em São Luís (MA) em 05/05/1978. Extraído do Guia Completo da OBKS para orientação de sócios _ 1994 (Edição própria) webmaster: rcoral@oi.com.br – ©1999-2007 by SOLTEC-STL (INÍCIO DA PÁGINA) 03 _ O SABER SEITO-DO Robson Coral* O Shorinji-Karate possui quatro níveis: conhecimento, entendimento, compreensão e sabedoria ou sapiência. Para conhecer usamos os sentidos; para entender usamos nossa intuição; para compreender usamos nosso raciocínio, e para saber usamos deixar de lado tudo que aprendemos metodicamente e seguimos nosso espírito. É o momento em que esvaziamos para encher, deixamos de olhar para ver, esquecemos para lembrar, libertamos para apreender e sonhamos para realizar. "Nada é completo sem o que falta"; "Não há existência sem não-existência"; "Não há dinâmica sem estática"; "Não há círculo sem centro"; "Não há fim sem começo"; "Se um rio muda sua nascente já não é o mesmo rio"; "Nenhum som é tão alto que o silêncio não o extinga"; "Evoluir é apenas um meio lento de retornar às origens"; "Fraco é o homem que perdeu sua UTOPIA"; * Prof. ROBSON CORREIA DE ALMEIDA, 5º DAN, Mestre do Karate Shorinji e Diretor-presidente da OBKS, Instrutor-chefe da Escola-Matriz. Criador da Zen Seito-Do (Doutrina do Caminho da Verdade), Mentor e Fundador da OBKS, Unificador dos Estilos Okinawa-Kempo e Seito, Idealizador e Criador do Shorinji-Ryu Masukan Karate-Do. Discípulo do "Mestre Zeca" (Grão-mestre José de Ribamar Alves). Início em São Luís (MA) em 05/05/1978. Extraído do Guia Completo da OBKS para orientação de sócios _ 1994 (Edição própria) webmaster: rcoral@oi.com.br – ©1999-2007 by SOLTEC-STL (INÍCIO DA PÁGINA) 04 _ "AS QUATRO NOBRES VERDADES" (do BUDISMO) "A primeira verdade é que a vida é penosa; a segunda é que a dor é causada pela constante procura dos prazeres da vida e dos bens materiais; a terceira, que a dor cessará quando a pessoa se emancipar do desejo; a quarta prescreve um caminho que conduz à cessação da dor - é o nobre caminho dividido em oito partes: retidão de propósitos, de intenções, de palavras, de ações, de vida, de esforço, de pensamentos e de concentração". Extraído do Guia Completo da OBKS para orientação de sócios _ 1994 (Edição própria) webmaster: rcoral@oi.com.br – ©1999-2007 by SOLTEC-STL (INÍCIO DA PÁGINA) 05 _ O QUE É RELIGIÃO ? Robson Coral* Se me fosse dado o privilégio de definir palavras, com certeza definiria religião como: esperança. _ Se me fosse dado conceituar, eu diria: saudade. A religião é antes de tudo a esperança de que DEUS exista; de que os deuses existam. De que haja algo mais do que esta vida que supomos vida, do que esta luta que pensamos glorificante ou do que esta sensação de que estamos sozinho no universo e que somos perecíveis e não filhos de DEUS, portanto, eternos em espírito. É a esperança de que a morte seja irmã e amiga e, que morrer seja um prêmio e não ,um castigo pelo crime de ter nascido; um espécie de renascimento ou de retorno a um lugar de onde preferíamos nunca ter saído. _ Esperança! Esta palavra mágica tem nutrido, através do tempo, a toda espécie de homens: crianças, jovens, adultos e velhos; pobres e ricos, covardes e guerreiros, súditos e reis, conquistados e conquistadores, leigos e sábio, profanos e clérigos. E foi em nome dessa esperança que foram criados os símbolos... das perspectivas de encontrar o nosso horizonte perdido, a nossa primeira morada, que deixamos esquecida numa curva do espaço cósmico que os homens chamam de tempo. Na busca constante desse horizonte perdido surgiram os guias, que alguém supôs fossem necessários. Foram os heróis, os reis, os profetas, que com o passar das eras e desvanecer da memória foram sendo mistificados e por fim... deificados. E aquilo que mais de perto marcou suas vidas foi transformado em símbolo sagrado, esperança de uma nova e constante comunicação com eles: a espada de um herói, a coroa de um rei, o cajado de um profeta ou a cruz de um messias. E o aço virou justiça e o madeiro virou fé. E a fé transformou os homens em filhos de Deus. _ Mas, DEUS é uma invenção do pensamento humano. A necessidade de acreditar numa esperança para a humanidade sempre sequiosa de respostas para um infinito de indagações. DEUS é antes de qualquer explicação ditada pela fé, a necessidade de crer numa Verdade Cósmica, que seja a Regência Suprema do Cosmo. Entretanto, no fim de tudo, a religião é uma Saudade. Sim. Saudade daquilo que o homem nunca viu na sua vida terrena, mas que tem certeza já possuiu um dia, que não sabe quando, em algum lugar, que não sabe onde. Veja que saudade é definida como a "recordação suave e melancólica de pessoas ausente ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir". E qual será o homem que ao voltar os olhos para o infinito cósmico, numa noite estrelada, não sente no peito uma profunda nostalgia? Não será isso uma recordação, uma certeza de que em algum recanto do Universo há alguém a quem deixamos um dia? _ São estas inquisitivas cismas, esta nostalgia... esta saudade enorme, este vazio que nos massacra a alma e ao mesmo tempo nos impulsiona na busca constante da verdade Cósmica, que podemos chamar de RELIGIÃO. Não um conjunto de dogmas, de normas de comportamento; não uma igreja de homens; não um templo de pedras. Mas sim, um conjunto de perguntas, uma igreja de pensamentos, um templo de fé, são os constituintes de uma religião. Porque religião, na forma primitiva "religio" (latim) parece vir de "re-ligare", que denota a ação de ligar, prender a, onde o verbo "ligare" vem reforçado pelo prefixo iterativo "re". Ainda porque, uma religião deveria libertar o homem na sua essência, espírito, para que mostrando-se puro, desprovido de amarras, de roupagens vistosas pudesse comungar com o Ser Supremo, a Verdade Cósmica. Só assim, visto nu e vazio, o homem poderá ir ao encontro do Criador, DEUS. Seria, pois, esta a missão da religião: tornar o homem vazio do pensamento (sentimento) humano e nu dos artifícios sociais (mundanos) para que pudesse religar-se a DEUS. Eis aí o que é Religião: uma esperança e uma saudade de um Deus que o homem criou na ilusão de que um dia possa reunir-se a Ele par nEle gozar a ETERNIDADE. * Prof. ROBSON CORREIA DE ALMEIDA, 5º DAN, Mestre do Karate Shorinji e Diretor-presidente da OBKS, Instrutor-chefe da Escola-Matriz. Criador da Zen Seito-Do (Doutrina do Caminho da Verdade), Mentor e Fundador da OBKS, Unificador dos Estilos Okinawa-Kempo e Seito, Idealizador e Criador do Shorinji-Ryu Masukan Karate-Do. Discípulo do "Mestre Zeca" (Grão-mestre José de Ribamar Alves). Início em São Luís (MA) em 05/05/1978. Extraído do Guia Completo da OBKS para orientação de sócios _ 1994 (Edição própria) webmaster: rcoral@oi.com.br – ©1999-2007 by SOLTEC-STL (INÍCIO DA PÁGINA) 06 _ MÁXIMA Robson Coral* Bem sei que poucos dirão que tiveram a minha ajuda, quando no espaço só existir a marca de minha presença e no tempo apenas a lembrança do que fui; mas espero que todo aquele que reconheça a Verdade, lembre sempre no mais íntimo de sua alma, que um dia estive em sua estrada e que ao invés de atravessá-la, por algum tempo nela caminhei ao seu lado. * Prof. ROBSON CORREIA DE ALMEIDA, 5º DAN, Mestre do Karate Shorinji e Diretor-presidente da OBKS, Instrutor-chefe da Escola-Matriz. Criador da Zen Seito-Do (Doutrina do Caminho da Verdade), Mentor e Fundador da OBKS, Unificador dos Estilos Okinawa-Kempo e Seito, Idealizador e Criador do Shorinji-Ryu Masukan Karate-Do. Discípulo do "Mestre Zeca" (Grão-mestre José de Ribamar Alves). Início em São Luís (MA) em 05/05/1978. Extraído do Guia Completo da OBKS para orientação de sócios _ 1994 (Edição própria) webmaster: rcoral@oi.com.br – ©1999-2007 by SOLTEC-STL (INÍCIO DA PÁGINA) 07 _ A NOBRE MISSÃO DO HOMEM Robson Coral* Deus, o Senhor Supremo do Universo, deu ao homem uma missão, a qual ninguém, nenhum homem, tem o direito de furtar-se. Essa missão compõem-se de três etapas, a saber: 1) Aprender _ a mais simples; 2) Desenvolver _ a mais penosa; 3) Ensinar _ a mais difícil. Nenhum homem deve ensinar sem ter aprendido o suficiente e desenvolvido o máximo; desenvolver sem ter aprendido é como nadar sem ter água. E porque aprender é a primeira etapa e nenhuma outra deve vir antes dela. O homem é fruto do pensamento divino e foi individualizado, isto é, ganhou autonomia ou livre-arbítrio, para poder aprender aquilo que Deus não podia, devido a sua própria magnitude. Nenhum homem tem o direito de arvorar-se onisciente da Verdade, pois aquele que A conhece não necessita dizê-la. Nenhum homem pode dizer-se mediador entre Deus e os homens, pois Deus não precisa de mediação com o seu próprio pensamento. O homem comum não fala de Deus, mas sim de si próprio. O profeta não fala por Deus, mas de Deus. O sábio nada fala, mas mostra a Verdade. * Prof. ROBSON CORREIA DE ALMEIDA, 5º DAN, Mestre do Karate Shorinji e Diretor-presidente da OBKS, Instrutor-chefe da Escola-Matriz. Criador da Zen Seito-Do (Doutrina do Caminho da Verdade), Mentor e Fundador da OBKS, Unificador dos Estilos Okinawa-Kempo e Seito, Idealizador e Criador do Shorinji-Ryu Masukan Karate-Do. Discípulo do "Mestre Zeca" (Grão-mestre José de Ribamar Alves). Início em São Luís (MA) em 05/05/1978. Extraído do Guia Completo da OBKS para orientação de sócios _ 1994 (Edição própria) webmaster: rcoral@oi.com.br – ©1999-2007 by SOLTEC-STL (INÍCIO DA PÁGINA)






O SHORINJI KARATE (do Brasil) Origem O Okinawa-Karate, emigrou para muitas partes do Japão. Uma dessas emigrações levou-o à ilha de KYUSHU, Prefeitura de Kagoshima, cidade de Tak Shoku Koshu Sho, onde um jovem chamado TOSHIO MASU aprendeu-o com incontestável maestria na década de 30, tendo atingido o 3.º DAN (sandan) da faixa preta. Anos mais tarde transferiu ao seu filho MINORU, esse conhecimento com o nome de OKINAWA-KEMPO SHORINJI-KARATE, juntamente com um embasamento profundo de JUDO. Minoru Masu emigrou para o Brasil, no final da década de 50, fixando residência na região de Belém do Pará, norte do país, onde começou a ensinar "karate" e "judo" no dia 5 de maio de 1960, na ASSOCIAÇÃO SHUDO-KAN "D. LUIZ I". Primeiro discípulo (de fora do Pará) Em 1968, chegava a Belém, para prestar exames vestibulares para a Universidade, um jovem de nome comum: JOSÉ DE RIBAMAR, mas que se mostraria incomum numa arte onde poucos conseguem sê-lo. Ribamar, como ficou conhecido em Belém, terminou por encontrar Minoru Masu e dele tornou-se aluno e discípulo. Praticamente morando na academia de Masu, Ribamar mostrou-se um aluno excepcional, conseguindo aprender em curto espaço de tempo o que muitos levariam muitos anos. Em 1970 foi convidado (através do Comandante Gaudêncio) por um praticante maranhense, na ocasião faixa colorida de Karate Shotokan, para ministrar aulas numa academia que ele estava montando em São Luís. Esse conterrâneo era o Sr. Murilo Pinheiro, aqui reconhecido como o precursor do karate no Maranhão. No entanto, o primeiro faixa preta de karate do Maranhão foi aquele jovem que nós passamos a conhecer como PROFESSOR ZECA, José de Ribamar Alves, que se graduou faixa preta, com louvor em 1972, ano em que passou a dar aulas no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís e que em 1978 recebeu de seu mestre, Minoru Masu, o maior grau que o mesmo já dera a um aluno, o 2.º DAN (nidan). Explicação Uma pausa se deve aqui. _ Minoru Masu recebeu de seu pai o conhecimento e o grau de 3.º DAN (sandan), o mais alto que ele concedeu. Após a partida de seu filho para o Brasil, TOSHIO MASU não ensinou a mais ninguém, uma vez que o seu karate não existia mais na forma original, em Okinawa. O karate do Sr. Masu não tinha muitos seguidores, por ser um sistema não alinhado com o karate modificado pelos mestres de Okinawa e por ser ensinado principalmente aos membros da sua clã. Isto fez com que praticamente desaparecesse em Kyushu, não se tendo notícias de seus seguidores nos dias atuais, o parente mais próximo desse karate é o "Shorinji-Ryu Lenshinkan Karate-Do", também de Kagoshima. Portanto, em Minoru Masu é que se concentra a continuidade do OKINAWA-KEMPO SHORINJI-KARATE de Toshio Masu. A primeira expansão O professor José de Ribamar Alves, preocupado com a eficiência do karate nos combates de rua, e tendo sofrido influência de várias modalidades de luta, modificou algumas técnicas e conseqüentemente os "kata" que delas dependiam e alguns novos foram acrescentados, muitas vezes a partir das seqüências de técnicas exigidas em exames de alunos de graduação alta. A maneira de lutar não sofreu muitas mudanças, mas o espírito combativo acentuou-se, sem contudo perder a elegância. Há mais de trinta anos, um karate que muito se assemelharia ao full-contact de hoje. webmaster: rcoral@oi.com.br – ©1999-2007 by SOLTEC-STL



:: História do Japão Autor: Francisco Handa, Doutor em História pela Unesp, é monge budista da escola Soto Zen. Grande incentivador do Haikai, Handa foi editor do jornal Portal (de cultura japonesa) e autor de diversos artigos sobre o assunto. Da Idade da Pedra à chegada do Budismo - de 20 mil a.C. a 538 d.C. O arquipélago japonês esteve unido ao continente, quer dizer, fazia parte da placa asiática. Isso deve ter acontecido há mais de 100 mil anos. Nesta época, supõe-se que a faixa de terra, que viria a se tornar o Japão, era habitada. Para confirmar esta hipótese, foram encontrados esqueletos fossilizados de homens e animais, inclusive de elefantes pré­históricos. A existência desses animais teria provocado a migração dos povos do norte para o Japão. O período datado a partir de 20 mil a.C. é conhecido como pré-Jomon. Os habitantes do Japão viviam da caça e da pesca, utilizando-se de instrumentos de pedra, conseguidos através do lascamento. Pode-se dizer, era o período da pedra Lascada ou Paleolítico. Pouco se sabe a respeito deste período. Os japoneses costumam contar a história, quase sempre, a partir do período posterior ao Paleolítico, denominado era Jomon, que iniciou-se aproximadamente no ano 8 mil a.C. O que marca a era Jomon, ou era Neolítica, é a existência de uma cultura mais complexa. Seus habitantes continuam vivendo da caça e da pesca mas com o uso de instrumentos de pedra, desta vez polida. A diferença é a passagem da pedra lascada para a polida. Entretanto, outros artefatos desenvolvidos na Era Jomon devem ser considerados. Os homens inventaram armas como o arco, a flecha e a lança, úteis para a caça. Técnicas mais apuradas de caça foram criadas nesta época. De todos os aperfeiçoamentos, talvez o maior tenha sido a cerâmica. Potes de barro, magnificamente torneados e depois desenhados em relevo com uso de cordas, serviam para o cozimento de alimentos e para o seu armazenamento. O nome Jomon vem daí: quer dizer, marcas de corda. No período Jomon haviam tribos, portanto os habitantes compartilhavam um espaço comum. A vida organizada já fazia parte do homem de Jomon. Viviam em casas feitas de galhos de árvores e cobertas com palha que ficavam em valas cavadas na terra. Para alimentação, os habitantes costumavam partir os ossos grandes dos animais para extrair o tutano. O javali era caçado para se conseguir a gordura, produto indispensável para a fabricação do óleo. Do veado, conseguia-se a pele para o vestuário de inverno. Animais domésticos como o cão, foram incorporados rapidamente à comunidade. Eram usados durante as caças. É desta época a evolução dos cães japoneses, entre os quais os de raça Shiba. Quanto ao gato, acredita-se que teria vindo de outras regiões. O mesmo acontecendo com o porco e o cavalo. Mas os dois últimos foram introduzidos no Japão no período que se segue ao Jomon, a Era Yayoi. O que irá separar o período Jomon do Yayoi é o início da cultura do arroz, período este que inicia-se um ou dois séculos antes de Cristo. A cultura do arroz vem acompanhada de uma migração vinda do continente, jamais vista até então. Técnicas mais avançadas são introduzidas. O metal passa a ser utilizado junto com a pedra polida. Utiliza-se espadas feitas de bronze e espelhos de metal nos rituais religiosos. Instrumentos agrícolas são incrementados a partir do metal e da madeira. Mas foi a cultura do arroz que provocou modificações profundas na vida social, política e econômica dos aldeões. Como o cultivo do arroz exigia um trabalho coletivo, houve a divisão do trabalho e, conseqüentemente, as diversas divisões de classe, surgindo uma classe dirigente. Os imigrantes tomaram-se integrantes da corte e de clãs poderosos. Em caso de guerra, eles conseguiam vencer os nativos, com facilidade. E suas aldeias prosperam mais do que a dos antigos moradores. A par com a cultura do arroz, estes migrantes, que trouxeram as técnicas de tecelagem, costura e criação do bicho da seda, formaram grupos de trabalho, o dos artífices, para a manufatura de instrumentos de metais, o dos comerciantes, vendedores de potes de barro e, por fim, o dos agricultores. Este fluxo migratório se fixou notadamente ao sul do Japão. A partir de Yayoi, e o que viria a se tornar depois o Japão, germinam os alicerces de uma cultura agrária e tribal fundamentada na formação de pequenos estados. Documentos chineses da dinastia Han referem-se a um "país de cem reinos". Estes reinos localizar-se-iam ao norte de Kyushu, uma das quatro ilhas que formam o arquipélago nipônico. Os chineses falam nos reinos de Nu (Na), l-tu (Ito), Mo-lu (Matsura) e Pu-mi (Fumi). Há indícios que o reino de Nu pagava tributos a Han no ano 57 a.C. As guerras internas assolavam os reinos de Kyushu. A paz só foi conseguida com o entronamento de uma mulher, a rainha Himiko, possivelmente no ano de 188 d.C. Como rainha, Himiko unificou 28 nações sob o nome de reino de Yamatai. Estas informações constam dos documentos chineses. Diz, por exemplo, que Himiko tinha poderes sobrenaturais. Ela conseguia prever se a safra de arroz seria boa, e em caso de guerra, se Yamatai sairia vencedor. As adivinhações eram feitas queimando-se pedaços de ossos. Pela rachadura produzida, podia se prever os acontecimentos. Com a morte de Himiko, as guerras voltaram a acontecer. Havia a necessidade de alguém que mantivesse a unificação de Yamatai. Portanto, diante do impasse, foi escolhida como sucessora, Iyo, de apenas 13 anos. Assim, Yamatai continuou existindo. Outro fato importante acontecido no período Yayoi é a consolidação do país de Yamato, no século IV. Yamato localizava-se ao lado do rio, do mesmo nome, nas proximidades da atual província de Nara, na ilha central de Honshu. Yamato consegue dominar as nações do norte de Kyushu, as do vale de Yamato e as de Izumo. O chefe de Yamato recebe o nome de Okimi ou Oaiwô (grande rei), e posteriormente, passou-se a denominá-Io Tennô (imperador). Os indícios levam a crer que a origem dos imperadores japoneses esteja em Yamato. Dos tempos de Yamato, o que o Japão conserva ainda são os gigantescos túmulos, conhecidos por Kofun(Ryô). O mais famoso é o do imperador Nintoku, na cidade de Sakai, em Osaka. Os imperadores eram enterrados junto a artefatos feitos de argila, o haniwa. Constitui-se o haniwa de réplicas, em miniatura, de casas, cavalos e seres humanos. Em pleno explendor, Yamato mandou chamar do continente (China e Coréia) artesãos para ensinar os japoneses. Mas de todos os ensinamentos, quem sabe, os mais importantes foram o budismo e a escrita em forma de ideogramas, o kanji. Do príncipe Shotoku ao período Heian - de 604 a 1192 A partir da consolidação do reino de Yamato, o Japão começa a tomar forma como um Estado unificado, cabendo aos dirigentes esta unificação. Aquele que vai dar um passo grande neste sentido é Shôtoku Taishi. Saímos do período Yayoi, mais precisamente de sua fase tardia, Kofun (o dos grandes túmulos, de 300 a 391), para o período Assuka. A introdução do budismo se dá neste período. Intensifica-se as relações com o continente, no caso, a China. Entretanto, Yamato vivia constantes guerras pelo poder. No reinado da imperatriz Suiko surge a figura de Shôtoku (séc. VII). Ele assume a regência e promove diversas mudanças na máquina administrativa. Baixa um decreto no qual os servidores públicos são divididos em doze categorias. Também promulga a "Constituição de Dezessete Artigos", cuja finalidade é disciplinar o trabalho dos funcionários público, tendo por base os ensinamentos do educador chinês Confúcio. Buscando inovações, Shôtoku torna-se um adepto do budismo. Com entusiasmo, dedica-se a difundir a doutrina de Buda. Ele próprio possui mestres vindos da Coréia para ensina-lo. Um grande contingente de coreanos dos reinos Kokuli e Paikché, dentre monges, estudiosos e artistas fixam residência no Japão. Os templos budistas proliferam e as famílias aristocráticas disputam entre si a sua construção. O mais famoso, o de Hôryuji, fica na cidade de Nara e foi construído por Shotoku Taishi. A Reforma Taika, de 645 é um marco que os historiadores utilizam para demarcar o final do período Assuka. Com ela é abolido o sistema de propriedade particular, conhecido por "Uji­kabane". Assim, os aristocratas, donos da terra, teriam o seu poder enfraquecido. Antes, eles tentavam, através das guerras, influir nas decisões dos imperadores. Com a Reforma Taika, o imperador fortaleceria o seu poder em detrimento dos aristocratas. Em troca das terras, os aristocratas tornar-se-iam funcionários do governo. Em suma, a Reforma Taika introduziu o regime Ritsuryô, inspirado no modelo chinês. O período seguinte é conhecido como: Nara. A cidade de Nara torna-se capital em 710. Ela é construída seguindo-se o modelo de Chang'an (atual Xian), a capital de Tang, na China. O período Nara foi marcado por um governo centralizador e burocrático. Beneficiado pelo Estado, o budismo prosperou, assim como a arquitetura e a escultura. As relações com Tang intensificam-se neste período. Por duzentos anos o intercâmbio cultural e diplomático se mantém. As frágeis embarcações deixam Naniwa (Osaka) em direção ao continente enfrentando as tempestades que assolam o Mar da China. As que conseguem vencer as intempéries, retomam ao Japão trazendo os louros da cultura mais avançada do mundo. Vão para Yamato chineses, coreanos, indianos e persas. É desta época a chegada do monge chinês Ganjin (688-763) para transmitir o Ritsu. Uma das seis correntes do budismo, depois de ter enfrentado as dificuldades da travessia. Como religião do Estado, o budismo se expande em todas as direções. No mosteiro de Todaiji é construído um Buda de bronze, de 16 metros de altura. No campo das letras, surgem três obras significativas. As narrativas Kojiki e Nihon Shoki, possivelmente as primeiras fontes da história japonesa, escritas em chinês, contêm lendas a respeito da família imperial, remetendo sempre ao "tempo dos deuses". A outra obra é o Man-yo-shu, onde se encontram reunidos cerca de 4.500 poemas "waka". A riqueza do período Nara não se estendia às classes menos privilegiadas. Estas continuavam no mesmo estado de pobreza; tinham direito a uma parcela da terra desde que a cultivassem e pagassem os tributos. Cada vez mais os monges budistas fortaleciam-se como classe, interferindo nas questões burocráticas do Estado. As intrigas palacianas voltaram a acontecer. Quando o sistema encontrou-se saturado, a fim de romper com ele, a solução foi a da mudança da capital. Nara foi trocada por Heian (Kyoto). O período Heian se estendeu de 784 a 1192. O rompimento no período Nara com o sistema chinês, significava o retorno a uma forma nativa que atendesse aos anseios da nação. Esta forma era a da sofisticação da cultura ao estilo japonês. A família Fujiwara, que se despontou a partir da Reforma Taika, tomou a frente do governo. Utilizando-se de habilidade política aproximou-se da família imperial e por meio de casamentos, o clã Fujiwara passou a exercer poderes próprios ao Imperador. Enquanto isso, transformações significativas iriam acontecer no campo. As terras, que pertenciam ao governo, entram em colapso. Aproveitando-se disso, as terras privadas (shôen) aumentam nas mãos das famílias poderosas, o mesmo acontecendo com os monges budistas e fazendeiros influentes. Por fim, o governo teve que reconhecer a sua dificuldade em manter as terras. Na época, tinha aumentado o ataque das tribos Ezo vindos do norte do país. Para combatê-Ias, é mandado um grupo de soldados profissionais. A mesma tática é adotada pelos governadores das províncias e donos das terras agrícolas. Eles formam uma guarda particular, recrutando os soldados dentro de seus próprios clãs, de partidários e seguidores. Esta é a origem dos samurais. Da era Kamakura a Azuchimomoyama - no tempo dos samurais, 1192 a 1600 A classe dos samurais instala-se no governo através do clã Taira em 1167. À maneira de Fujiwara, duas famílias vindas das classes guerreiras, Heike e Genji, mesclam o sangue com a família imperial. Era a forma para chegar ao poder. Taira, que é chamado também de Heike, chega antes de Genji ao governo. Após a decadência da família Fujiwara, os imperadores tentaram restaurar o seu poder. Período em que inaugura-se a época dos "imperadores enclausurados". As intrigas conduzem às rebeliões, entre elas a de Hogen (1156) e a de Heiji (1159). Desgastes por parte da corte, por outro lado, aumenta o poder dos samurais. Mais precisamente do clã Heike. Heike que ingressou no governo foi Taira Kiyomori. Casou uma filha com o imperador Takakura, de cuja união nasceu o imperador Antoku. Copiando o fausto da vida palaciana, Taira Kiyomori continua repetindo os erros de Fujiwara, enquanto isso, por fora, os da família Genji estão conspirando. Por fim, os Heike são derrotados na batalha marítima de Danno-ura. Batalha em que todos os chefes Taira são exterminados. O imperador Antoku, de sete anos, é atirado nas águas do mar interior Seto nos braços da avó. Tinha triunfado o clã Genji. Com Genji no governo inicia-se o período dos shoguns, que perdurou por quase sete séculos. Mais uma vez, a capital é transferida. Desta vez, o shogun escolhe Kamakura. Shogun era o título outorgado pelo imperador ao guerreiro de sua confiança, tornando-o assim, no generalíssimo. No período Kamakura, que se inicia em 1192, coexistem dois governos, o do shogun e o do imperador. Um independente do outro. Em resumo, isto significava o enfraquecimento do poder do imperador. Entre os fatos marcantes deste período está a invasão do Japão pelos mongóis. Ela acontece por duas vezes no século XIII. Na primeira tentativa, a de 1274, os mongóis chegam a aportar ao norte de Kyushu após sangrenta batalha com os samurais. Mas um tufão violento sopra consegue frustrar as tropas de Kublai Khan. Mas Khan não desiste. Por sorte, mais uma vez o vento sopra a favor dos japoneses. Daí nasce a expressão Kamikaze, ou seja, "o vento divino". Consolida-se no período Kamakura o poder dos samurais, distribuídos nos feudos. Com o tempo, os feudos se tornam cada vez mais auto-suficientes. Feudos do interior afastam-se do poder central. Assim, conforme aumenta o poder local, as rixas aumentam. As guerras se tornam inevitáveis. Enquanto a classe guerreira se fortalece, são criados códigos que regulamentam as relações entre os seus membros. É o código moral dos samurais. A história japonesa parece desenrolar-se quase que apenas nas camadas mais elevadas da população. As classes estão divididas entre os nobres, samurais, bonges (comuns) e semmin (marginais). Inúmeras escolas budistas são estabeleci das através do envio de monges japoneses para a China. Às seitas Shingon e Tendai vêm somar-se outras: Jôdo, Jôdo Shin, Hokke e Zen. Seitas ainda existentes no Japão atual. As guerras desgastam o poder central exercido pelo shogun, principalmente as tentativas dos mongóis em invadir o Japão. Aproveitando-se destas brechas, os imperadores conspiravam a fim de restaurar o seu poder de fato. A primeira tentativa se deu em 1221 com Gotoba, sem sucesso. Mais tarde com Godaigo em 1331. Alguns samurais, descontentes com o shogun, conspiram junto com Godaigo. Entre eles, Takauji Ashikaga. Por fim, o shogun é derrotado e o imperador Kômyô concede a Ashikaga o título de novo shogun. O shogunato de Kamakura vigorou por 140 anos. Mas Ashikaga não era melhor que o seu antagonista. Com a mudança do governo, muda-se a capital. Ashikaga transfere­a para Kyoto. O terceiro shogun desta dinastia, Yoshimitsu, habita o Palácio das Flores de Muromachi, nome usado também para designar este período. A ostentação é uma das marcas fundamentais de Muromachi. O shogun manda construir o Pavilhão de Ouro, cujas paredes são cobertas pelo nobre metal. Em contrapartida, uma outra característica do período são as guerras internas. A primeira é a Guerra Ônin. A partir desta, diversas outras afloram, manchando com sangue o arquipélago japonês. Os feudos disputam entre si a supremacia diante de um governo desorientado. Apesar desta situação o clã Ashikaga consegue manter-se no poder por 235 anos. A contradição do período foi a arte convivendo com a desordem provocada pela guerra civil. Enquanto guerreiam, os nobres cultivam a poesia "waka", o teatro "nô" e a cerimônia ­do chá. O gosto pela estética invade os paladares mais finos. É também deste período a chegada dos primeiros ocidentais, os comerciantes portugueses e os jesuítas. Vai provocar a queda definitiva do clã Ashikaga um general aparentemente obscuro, Nobunaga Oda. De início, fiel a Ashikaga, com o crescimento do seu poder, este é traído por ele. Ashikaga cai. Cresce a influência de Oda a cada batalha ganha. Ele se torna o unificador do Japão, colocando fim nas guerras civis. Derrota a tropa de Katsuyori, o filho do seu maior inimigo, Shinguen Takeda, aliando-se na batalha de Nagashino com Ieyasu Tokugawa. A tática de Oda foi a utilização das armas de fogo, trazidas pelos portugueses. Derrota também os monges guerreiros de Tendai. A carreira de Oda vai terminar após uma traição. A traição do general Mitsuhide Akechi, depois morto por Hideyoshi Toyotomi, o continuador de Nobunaga Oda. O período conhecido por Azuchimomoyama é pontilhado de acontecimentos, apesar de curto. Não se inaugura nenhum shogunato. A guerra continua fazendo parte do cenário político. É também o momento da expansão do cristianismo na terra de Buda. Quanto ao comércio, os portugueses nunca lucraram tanto como neste período. Do período Edo aos tempos modernos - de 1603 a 1867 Mais hábil que os seus antagonistas Nobunaga Oda e Hideyoshi Toyotomi, leyasu Tokugawa conseguiu obter o poder após a derradeira vitória na Batalha de Sekigahara em 1600. Tokugawa era mais um político, que sabia esperar, do que um guerreiro. Foi assim que ele conseguiu obter sucesso. A partir de 1603 começa o último shogunato, o do clã Tokugawa. Nova mudança de capital. Tokugawa preferiu a longínqua vila de Edo, mais tarde Tóquio, distante dos centros aristrocráticos, na região de Kantô. Não quer repetir os erros dos shogunatos anteriores de permitir que os feudos se fortaleçam e iniciem uma nova guerra civil. Visando este objetivo, Tokugawa fortalece o shogunato, o governo centralizador, e vigia a ação de seus aliados e de antigos inimigos. Este sistema garante um período de imensa paz, que os historiadores denominam de "Pax Tokugawa". Com Tokugawa no governo, os ânimos são abafados. As divisões em classes sociais, iniciadas por Hideyoshi, tornam­se marcantes. Eram elas em ordem hierárquica: samurais, lavradores, artesãos e comerciantes. Como visava a reconstrução do país, após mais de cem anos em guerra, Tokugawa resolve tomar medidas duras. Uma delas é a expulsão dos estrangeiros, no caso portugueses e espanhóis. O cristianismo é proscrito e os cristãos perseguidos pelo governo. Por fim, o governo resolve fechar os portos a todos os navios estrangeiros, exceto dos chineses e dos holandeses. Os holandeses só podiam ficar na ilha de Dejima em Nagasaki. Ainda no primeiro século da administração Tokugawa, as últimas resistências tinham de ser vencidas. A mais significativa foi a revolta de Shimabara, em 1637. Os camponeses revoltam­se contra a opressão dos senhores de Hizen e Amakusa. São mais de 25 mil revoltosos, somando-se aos camponeses os samurais derrotados em Sekigahara e os cristãos proscritos. A revolta tem à frente um católico, o jovem samurai Shiro Amakusa, de 16 anos. Outras revoltas vão acontecer, sendo sempre abafadas e os revoltosos punidos. Eram revoltas por causa de problemas relacionados à terra. São menos significativas do que as mudanças que ocorrem durante este período de paz. Com o passar das décadas, a classe dos comerciantes começa a ganhar importância. É ela que fomenta a cultura das áreas urbanas. Os senhores feudais pegam dinheiro emprestado dos comerciantes. Graças aos comerciantes, as cidades se desenvolvem. Principalmente em Edo e Osaka intensificam as transações comerciais. A indústria é igualmente beneficiada. Período de fartura, a cidade conduz também ao esbanjamento. A cultura, antes confinada nos palácios, escapa para as ruas. É a vez da cultura popular. A escola não é mais privilégio dos nobres. Todos que vivem na cidade podem aprendem a ler e escrever. Nunca produziu-se tanta literatura como nesta época. E os livros de grande tiragem ficavam ao alcance do povo em geral. A arte popular tendia para as poesias "haikai" e "senryu", para o teatro "kabuki" e "Jôruri", para as xilogravuras ukiyo-e. As mudanças em todos os setores, inevitavelmente iriam dilapidar a imagem do samurai. Sem mais guerras, a classe guerreira tornou-se uma lembrança do passado, que não tinha acompanhado o desenvolvimento da história. Quem entrava em crise não era somente o shogunato, mas o seu equivalente, o samurai. Em oposição ao samurai estava o comerciante, chamado de chõnin. Período Moderno Da modernização Meiji à democracia Taishô - de 1868 a 1926 O fim do domínio dos shoguns acontece no momento em que o mundo ocidental acabava de experimentar as principais revoluções civis, como a americana e a francesa. E a economia capitalista necessitava cada vez mais de novos mercados, inclusive o japonês. O isolamento provocado após a instauração do shogunato Tokugawa contrariava as leis de oferta e procura. Foi assim que a pressão internacional para a abertura dos portos começou na metade do século passado. Sem sucesso, entre os séculos XVIII e início do XIX, os navios ingleses e russos tentaram quebrar o isolamento. Entretanto, a situação iria se modificar. A intervenção foi dos Estados Unidos na qual o comodoro Mathew Perry entrega uma mensagem ao emissário do shogum pedindo o fim do isolamento. Este fato acontece em 1853. A abertura dos portos iria provocar, posteriormente, a derrubada do shogunato. Os antigos inimigos de Tokugawa, instalados em Kyushu, aproveitando-se da situação, conspiram. Período em que senhores feudais debelam-se contra os estrangeiros, demonstrando também descontentamento com a fraqueza do shogum. Quem se fortalece neste momento é o imperador, apoiado pelos que querem a derrubada do shogunato Tokugawa. Por fim, depois de um longo período governado pelos shoguns, o governo centralizado na figura do Imperador volta a existir. A volta dos poderes ao Imperador ocorre em 1867. Quem se encontra no trono é o jovem Mutsuhito que assumiu aos 14 anos, após a morte do imperador Kômei em 1866. O retomo do governo para o imperador significa uma total reestruturação nacional, que passa a se chamar Restauração Meiji. Para realmente modificar as estruturas do país, Mutsuhito, o imperador Meiji precisou promover as mudanças mais radicais, como o abolição da classe dos samurais. Precisava modernizar o país para atender as necessidades de desenvolvimento capitalista. Em 1890 foi instituído um governo constitucional, tendo como modelo a constituição alemã. Com o tempo, o governo japonês começa a enfrentar questões internacionais. Quer que a Coréia estabeleça relações comerciais com o Japão. Mas a China, que cobrava tributos da Coréia e a via como parte de seu território, não se simpatiza com os interesses japoneses. O desentendimento com a China irá lançar o Japão na primeira experiência bélica com o uso de armamentos modernos. Surpresos, os países do Ocidente assistem a vitória japonesa sobre a China. Aumenta no Japão o sentimento nacionalista, fortalecendo o espírito militar. Numa outra guerra, desta vez com a Rússia, novamente o sucesso esteve do lado do Japão. A partir de então, o Japão pode se considerar a nação mais influente de toda Ásia. O mérito do imperador Meiji, que governou o Japão por 45 anos, foi o fortalecimento interno, modernizando em pouco tempo os setores industriais, políticos e sociais. É também o momento de efervescência intelectual com a tradução e leitura dos clássicos ocidentais. Durante o governo Meiji, a concentração urbana causada pelos êxodos rurais, vai provocar a emigração para outros países. Primeiro os emigrantes foram para o Havaí, depois Peru e, a partir de 1908, vieram para o Brasil. O fenômeno emigratório japonês é conseqüência de momentos de grandes mudanças estruturais na sociedade japonesa. Se durante o período de reclusão, da era Tokugawa, os japoneses tiveram que isolar-se do resto do mundo, mudanças radicais aconteceriam com o advento da era Meiji. De certa forma, o processo se deu de maneira inversa. A transição do trabalho campesino para o industrial trouxe conseqüências drásticas. Problemas de modernidade que o Japão foi obrigado a resolver através da emigração. O imperador Meiji morre em 1912, tendo como sucessor o príncipe Yoshihito, o imperador Taishô. É neste governo que o Japão participa da I Guerra, ao lado dos aliados. Não foi um governo centralizador como o de Meiji, caracterizado pelo avanço das idéias democráticas. Os democratas queriam menos poder para o imperador e mais para o povo. O sufrágio universal se torna lei em 1925, mas só beneficiando homens acima de 25 anos. Movimentos de cunho operário ganham notoriedade ao lado das idéias socialistas e as dos sindicatos. Entretanto, mal a democracia começa a criar raízes, nos moldes ocidentais, ela tem morte prematura. Tal como o cristianismo nos séculos XVI e XVII, a democracia é uma idéia pouco atraente para a aristocracia japonesa. A oligarquia não está disposta a ceder espaço. O primeiro-ministro Hara Takashi assume o cargo em 1918. Três anos foram suficientes para que um atentado colocasse fim ao seu governo. Hara não era ligado nem à aristocracia e nem à oligarquia "hambatsu", que apoiava o imperador. No setor econômico, o Japão obteve sucesso durante o período Taishô. Conseguiu monopolizar o mercado asiático, sem a intromissão dos europeus. Devido a desgaste provocado pelo conflito de 1914 a 1918, a Europa estava debilitada. Os industriais japoneses lançam-se a construir navios diante da escassez mundial deste produto. E conseguem capitalizar na indústria naval. Os produtos industrializados, antes fornecidos pela Alemanha, agora são fabricados pelos japoneses que conquistam o mercado. É o caso dos produtos químicos, medicamentos, tintas e adubos. Dos ingleses, os japoneses tomam o mercado asiático de fiação e tecelagem. Os grandes bancos japoneses são formados nesta época, devido, principalmente, ao crescimento do parque industrial. São grupos de créditos como o Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Yasuda e Daiichi. O crescimento da economia japonesa foi temporário. Durou enquanto a Europa demorou para se recuperar. Com o fim da guerra, os japoneses conheceram o reverso do sucesso capitalista. Os produtos japoneses perdem espaço no mercado. Com isso, a recessão toma conta da vida dos japoneses, mas é justamente nesta situação que prosperam as idéias democráticas. O fim da era Taishô, de altos e baixos, de democracia e crescimento econômico, vai ser marcado com a ascensão das idéias nacionalistas, com o respaldo dos militares. Do imperador Shôwa ao imperador Akihito - de 1926 aos tempos atuais Ao falar da era Shôwa, remetemo-nos naturalmente ao imperador Hirohito -nome que usava quando vivo-, que teve o mais longo dos governos no Japão moderno. De 1926 até 1989, portanto por 64 anos, o imperador Shôwa governou um país que passou por uma guerra mundial, a responsabilidade e o peso da derrota, inclusive experimentando os horrores da bomba atômica, seguida de um intenso trabalho para a recuperação do país. Após a guerra. O imperador, até então considerado uma divindade, declara ser um homem de carne e osso. Falando pelo rádio para todo o país para explicar a derrota, e mais tarde, caminhando pelos destroços e pedindo para que o povo tivesse esperança para reconstrução, ele assumiu a condição de um ser humano. E foi a primeira vez que a grande maioria dos japoneses ouviu ou viu seu líder de perto. Todas as contradições do Japão' estiveram presentes na era Showa. De nação bélica, o Japão se tornou um país pacífico, cujo espírito provém inclusive da cláusula de sua nova Constituição. Quando o imperador Showa recebeu o governo de seu antecessor Taisho, a crise estava instaurada. O malogro da democracia tinha criado condições para o fortalecimento de forças paralelas. Para piorar, o "crack" da Bolsa de Nova York em 1929 afetou a já debilitada economia japonesa. O desemprego chega a uma cifra assustadora: dois milhões de trabalhadores estavam fora das fábricas. Na zona rural, o preço dos produtos agrícolas chega ao ponto crítico. Em contrapartida, há o acúmulo de riqueza nas mãos dos capitalistas. Os partidos políticos estão ameaçados pela corrupção. Nesta instabilidade econômica e política nasce o germe do fascismo japonês. Trata­se de um sistema populista centralizador alicerçado na figura do imperador como o único caminho que poderá conduzir o Japão para o desenvolvimento. Cada vez mais aumenta a influência dos militares diante do fracasso do sistema democrático. O incidente que vai reforçar a expansão imperialista japonesa, sob o comando dos militares, é o de Manchúria. A força japonesa estacionada naquela província desde 1919 provoca em 1931 uma explosão na Estrada de Ferro Sulmanchuriana, pertencente ao governo japonês. A culpa recai sobre os chineses e com isso surge o argumento necessário para justificar uma agressão militar. Assim se inicia o ataque a cidades chinesas pelo exército japonês. Com a tomada do território, é declarada a independência da Manchúria, colocando como regente Pu Yi, o último imperador da dinastia Ching, deposto pela república. Este Estado, controlado pelos japoneses, é chamado Manchukuo­ - Nação Manchu. A situação interna no Japão não é das melhores. Não há liberdade de expressão. Os líderes socialistas, operários e liberais desaparecem de cena. São condenados ao ostracismo ou desaparecem nos porões da repressão. Devido as campanhas militares na China, a economia japonesa encontra-se dilapidada e o comércio exterior impedido de se expandir por pressão dos aliados. Foi quando os Estados Unidos resolveu dar o golpe fatal. O governo americano suspende em 1939 a venda de matérias-primas e demais insumos industriais para o Japão. O petróleo seria uma delas. Nenhum acordo com o presidente Franklin Roosevelt foi possível. Do lado japonês, o endurecimento das posições se dá com o ministro da Guerra, o general Tojo Hideki, que ascende ao cargo de primeiro ministro. O general não queria mais acordo com os Estados Unidos, preferindo a opção pela guerra. Ainda não tinha amanhecido em Havaí, em 7 de dezembro de 1941, quando a aviação japonesa ataca a base norte­americana de Pearl Harbor. Em seguida, declara guerra aos Estados Unidos e Inglaterra. Mas a entrada do Japão na guerra estava fadada ao fracasso. Já em 1942, os japoneses davam sinais de debilidade nas guerras do Pacífico. Derrotada na guerra, o Japão precisa ser reconstruído e adaptado à modernidade. Mas antes, teve que arcar com as dores. As forças aliadas ocupam o Japão em 1945 sob o comando do general Douglas Mac Arthur. O período de ocupação americana, que vai de 1945 a 1951, serviu para o Japão retomar o caminho do desenvolvimento. Foram eliminadas as idéias bélico-imperialistas e restaurada a democracia. Uma década depois, o Japão mostrava sinais de recuperação. É daí a expressão "milagre japonês". Algumas décadas foram necessárias para colocar o Japão entre os países adiantados. Se no início os produtos japoneses eram considerados baratos e ruins até pelos próprios japoneses, em pouco tempo o País passou a ameaçar os Estados Unidos como segunda potência econômica. Assimilando bem os ensinamentos dos americanos quanto ao aumento de produtividade e melhoria de qualidade, os japoneses passaram a adotar métodos de trabalho que hoje são utilizados no mundo inteiro, que visam principalmente a eliminar o desperdício no processo industrial. Na área comercial, os japoneses ganharam dos americanos em muitos segmentos. Produtos japoneses invadiram as lojas dos Estados Unidos. O grande desenvolvimento econômico do Japão provocou, a partir da década de 80, um movimento inverso de imigração, comparado àquele do início do século. Os nikkeis do Brasil, do Peru e dos demais países sul-americanos estão retomando ao Japão como mão-de-obra não especializada. São conhecidos como "Dekassegui". Sonham retomar ao Brasil após alguns anos de trabalho no Japão. Por isso, trabalham arduamente a fim de poupar o suficiente para montar um negócio próprio ou adquirir bens no Brasil. Isso nem sempre se realiza. Depois de retomarem ao Brasil, passado algum tempo, voltam ao Japão. E o ciclo volta a se repetir enquanto não conseguem garantir uma estabilidade financeira. A comunidade brasileira no Japão é grande e com isso muitas casas de espetáculos procuram programar shows de música brasileira, enquanto muitos supermercados oferecem comidas típicas. É a cultura brasileira chegando naquele país. Em 1989, os japoneses choram a morte do imperador Hiroito, que acompanhou os momentos mais difíceis do povo japonês. O imperador que assumiu a nova era, a de Heisei, Akihito, foi o primeiro a se casar com uma moça plebéia, a imperatriz Michiko, e também foi o primeiro a criar seus filhos em sua própria casa. Apesar de a aparência sempre discreta da família imperial ter se mantido a mesma, transformações estavam ocorrendo dentro da milenar tradição. O príncipe herdeiro, Naruhito, seguindo o exemplo do pai, também se casou com uma moça sem laços familiares com a nobreza. O Japão moderno, consciente de sua limitação territorial e de recursos naturais, procura manter uma relação de cordialidade com todos os países, incentivando sempre o intercâmbio comercial e cultural, Dependente de fornecedores externos, o Japão se tornou o principal exportador de produtos manufaturados e detentor da tecnologia de ponta em quase todos os setores industriais. Extraído do livro História do Japão – Origem, Desenvolvimento e Tradição de um País Milenar. Leia mais no livro “História do Japão em Mangá” – 2ª edição 2001, Associação Cultural e Esportiva Saúde, autores: Francisco Noriyuki Sato, Antonio Paulo Goulart, Roberto Kussumoto e Francisco Handa. AO USAR INFORMAÇÕES DESTE SITE, NÃO DEIXE DE MENCIONAR A FONTE www.culturajaponesa.com.br LEMBRE-SE: AS INFORMAÇÕES SÃO GRATUÍTAS, MAS ISTO NÃO LHE DÁ DIREITO DE SE APROPRIAR DELAS. CITANDO A FONTE, VOCÊ ESTARÁ COLABORANDO PARA QUE MAIS E MELHORES INFORMAÇÕES SOBRE DIVERSOS ASSUNTOS SEJAM DISPONIBILIZADOS EM PORTUGUÊS.

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