sábado, 4 de maio de 2013

Um candidato a prefeito de uma cidade encantada...



Numa certa cidadezinha, num determinado ponto do planeta, um certo candidato resolveu abandonar uma campanha política, no meio do caminho.

Acostumado com o sistema político e com a maneira de fazer campanha, com a  compra de votos, ele formou um grupo, como sempre fizera, e partiu para a luta. Cartazes, santinhos, um largo sorriso e muita promessa de mudança para o futuro. Tudo como de costume, nada daria errado, não teria como.

Chegou em uma comunidade, onde conhecia bastante, pelas muitas revindicações em virtude das necessidades daquele povo, entrou na casa de um líder de um grupo, também conhecido. Aquela era uma fonte, ou reduto, como se costuma chamar. Para sua surpresa, ao ser recebido pelo líder, não teve solicitações...pedidos, do mesmo, como de costume. Mas, numa conversa franca o referido líder lhe disse: senhor prefeito, obrigado pela visita, mas desta vez não negociaremos. O termo negociaremos, estava certo, era mesmo negócio...votos em troca de benefícios. Benefícios de responsabilidade do  poder público, que   não atendia a comunidade, mas que recolhia o dinheiro, investia em bens, não públicos, mas em bens registrado no nome de fantasmas...mas isso não era 
errado, ou melhor, parecia normal, afinal todas faziam.

Voltando à conversa com o líder, o prefeito e candidato à reeleição, sem demonstrar espanto, cochichou- lhe no ouvido: Vou te ajudar. Quase a resposta do líder interrompeu o sussurro do prefeito: não sr. prefeito, nem eu, nem ninguém da comunidade precisa de ajuda. Temos, continuou o líder, um caxa aqui na comunidade que nos permite viver sem precisar pedir, mas podemos agora até ajudar. O prefeito, que não queria deixar que seu abatimento fosse notado, resolveu se despedir, educadamente, dizendo que voltaria depois.

Naquele dia o prefeito visitou 3 comunidades, e como se estivesse diante de uma praga, as outras duas também copiaram a primeira.

Subversão? Alguém pode fazer isto, viver independente da ajuda do governo, fazendo um governo paralelo? Arrisco responder que não, a ajuda do prefeito ou do governador, ou de qualquer governo é um direito do povo, sobretudo do povo, que num sistema democrático escolhe seu representante. Esmola, contudo, senhores(as), um povo livre,que tem da natureza e do Deus da natureza  a garantia de um verdadeiro progresso, bênçãos do próprio Deus, se unidos para o bem, resolverem caminhar juntos, também arrisco responder que não. E a tal cidadezinha, onde fica? E o tal líder, existe? Uma comunidade organizada, com um caixa, ao invés de associações que só servem para pedir esmola ao prefeito, que as usa como isca, ensinando a arte de viver como escravo, e ainda aplaudindo seus discursos?

O mundo pode ser bem melhor...para todos, líderes e liderados! "Amai-vos uns aos outros. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

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