segunda-feira, 29 de julho de 2013

"A Igreja no meio do povo"!


"Buscai primeiro a Deus"!

Numa entrevista feita com o Papa, algo aliás inusitado, pois o Papa não dar, ou não dava entrevistas, ele apontou como sendo, um dos prováveis motivos da Igreja católica perder espaço, a falta de evangelizar. Aí entra a outra Igreja, com o Pastor, e começa a fazer o que o Padre não vez, evangelizar, acrescentou o Papa. O povo tem sede de Deus, por mais que às vezes não pareça. 

A Igreja criou muitos documentos. Até, no que entendi, e gravei, para deixar de evangelizar. Aí o rebanho se espalha. O Pastor, ou o que deveria ser o Pastor, no caso, o Padre, deixa de fazer seu papel, deixa de ir para o meio do povo, se escondendo, muitas das vezes, em carros de luxo, ou outros ambientes, também de luxos, e atendendo ao povo, somente num momento determinado por alguma norma, por ele mesmo, o Padre, estabelecida. Entram em cena as mais diversas ocupações, no que toca a bens materiais, fugindo do que alertou Jesus, a Marta: "Marta,  tua irmã escolheu a  melhor parte"!

Senhores(a),seria isto uma crítica à Igreja na qual fui batizado? Depende da interpretação feita pelos caros leitores. Sem agressão com católicos, pois eu também sou, inclusive, fui por seis anos Seminarista menor.  Questionei com padres,  ou com Freiras, quando podia fazê-lo. Questionei inclusive com um Padre, Amigo, ex. colega de Seminário Menor, e que entrou para o Seminário um ano depois de mim. Zé vale foi ordenado Sacerdote em   Urbano Santos-MA,  Paróquia pertencente a Brejo, e que teve a Bênção de ter como seu Pároco por alguns anos, o francês, Padre Xavier Gilles de Maupeau, e que eu, sendo seu afilhado de Crisma, e tendo visto o que ele fez naquela cidade, como servo de Deus, me nego a acreditar que haja um Padre tão  Santo quanto ele. Santo do qual o nosso Papa Francisco, em sua entrevista, e que tenho gravada, falou, mas, que tais notícias não são tão divulgadas, como são as dos escândalos. 

Faço uma pausa para continuar sobre o que questionei com o Padre Zé Vale. Ele fazia questão de ficar mais tempo na zona rural, porque, como me dizia, não estava sabendo lidar com as questões da zona urbana, em virtude da questão política partidária, que tinha muita influência na Igreja. Questão que alias tinha obrigado a um Padre ter que fugir da cidade, em baixo da lona da carroceria de uma Toyota, de acordo com o motorista que o conduziu . Não era de se estranhar a  preocupação do meu amigo. Eu questionei, contudo, dizendo: Zé Vale, eu não aceitaria ser um Padre assim, sem poder determinar nada. Zé Vale contra-atacou:  "Tu não sabes de nada".

Não argumentei mais. Esperei seis anos. Já em Bacabal, soube de uma Romaria que estava acontecendo na cidade, onde o ex. Padre Zé Vale estaria, como um membro da CPT-Comissão Pastoral  da Terra. Eu estava um pouco afastado da Igreja, mas não podia deixar de rever  meu amigo, ex colega de Seminário, e agora também, ex Padre.

Visitar Zé Vale, perguntar o que tinha acontecido com o Ministério de Padre, era para mim, uma questão de honra. Eu, que deixei muitas vezes de cumprir a minha missão, ainda assim, o espírito crítico, e talvez arrogante, não me permitia ficar sem respostas. Mesmo que elas viessem depois de seis anos.

A notícia de que, Zé Vale não era mais padre, eu já tinha, e veio através do Padre Hélio Maranhão, conhecido como um dos Padres mais intelectuais do Estado do Maranhão, inclusive já era o Capelão geral da Polícia Militar do Estado. Zé Vale, de acordo com o Padre Hélio, havia trocado o Ministério, por uma mulher rica da Suíça. Mas, como ele falava em tom um pouco de humor, eu ainda tinha dúvidas.

Mas, como eu disse, e quase fugi, da visita a Zé Vale, o encontrei, já de cabelos grisalhos,  animado, com um microfone, cantando num palco formado por uma carroceria de um caminhão. Eu estava agora lhe fotografando, com um pouco de emoção...estava diante do amigo, que agora parecia me reconhecer. Quase parou de cantar... mas eu acenei a ele, deixando entender que não precisava pressa.

Fui ao seu encontro, numa pausa da música. Eu poderia simplesmente cumprimentá-lo, mas, mais uma vez o espírito crítico...e  fui empurrado a perguntar de cara: O que aconteceu, para você não ser mais Padre? Ele iniciou dizendo que não tinha deixado a Igreja. Mas agora, eu, que há mais ou menos seis anos atrás tive que parar de questionar, porque ele disse que eu não sabia de nada, contra ataquei: Não te perguntei isto, se estavas nos trabalhos do Igreja, te perguntei porque não és mais Padre. Lembrei da conversa que tivemos, havia sei anos. Ele explicou algumas coisas. Voltamos a nos tratar como amigos, era o que mais importava.

Mas, para o rebanho, do qual falou Jesus Cristo a Pedro, quando numa noite querendo Pedro dormir, e por três vezes lhe perguntou Jesus, de acordo com a Bíblia: Pedro, tu me amas? Ao responder sim, nas duas vezes, ficou Pedro um tanto preocupado, quado veio pela terceira vez a mesma pergunta. Quando respondeu ao Mestre: Senhor, tu sabes tudo. Sabes que eu te amo. Então, Jesus disse: Então "apascentas  as minhas ovelhas". Para o rebanho, para o qual foi designado Pedro, por Jesus, ainda na praia, com sua ocupação de pescador, quando já dizia Jesus: "Te farei pescador de homens". Para esse rebanho, convêm que o Evangelho seja pregado, se não por Padres, mas que seja pregado.

Escrito por Jeremias, Fotógrafo e blogueiro.

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