quarta-feira, 24 de julho de 2013

O Sacristão que queria ser Sacristão durante toda sua vida.

Havia no norte da Itália, numa cidade, uma Paróquia, cuja Igreja, um Sacristão, que há muito tempo exercia a função nos trabalhos da Sacristia. Ele queria, inclusive, morrer como sacristão. Aconteceu porém, que o Pároco, já com uma idade avançada, teve que sair, chegava o tempo de se aposentar. O Padre que saía para se aposentar, sabia do empenho do Sacristão, bem como seu desejo: ser Sacristão até o dia de sua morte. Mas, algo aconteceria que mudaria toda o desenho do mapa, feito por aquele cidadão italiano.

Um novo Padre foi indicado para aquela Paróquia, onde teve por muito tempo, o que agora se aposentaria. Ele, o que estava saindo tinha um entrosamento mais ou menos perfeito com os paroquianos, inclusive com  o Sacristão. Agora a Paróquia recebe um Padre jovem, e com novas ideias para sua nova casa, digo, sua nova Paróquia. Uma das quais, era de não aceitar no quadro da Igreja, funcionários que não soubesse ler e escrever, e seria enquadrado na nova norma, o nosso 
amigo, cuja narrativa tem seu título, o Sacristão.

Sabendo da decisão do Padre, o sacristão entra em desespero. Pede à comunidade que intercedesse junto ao Padre. Sem sucesso. A decisão estava tomada e o novo Padre dizia: O sacristão, se não souber ler e escrever, já está fora do quadro dos funcionários da Igreja, e ponto final.

O Sacristão se apresentou durante a noite, onde recebeu oficialmente sua demissão. E ao sair dali, entrou em pânico, resolvendo inclusive não voltar para sua casa, pois, como dizia consigo, não sabia o que dizer em casa.

Perambulando pelas ruas da cidade, foi à procura de comprar alguns bombons de chocolate, pois tinha muto gosto por chocolate, a ponto de parecer viciado. Mas, como falamos, já era tarde e não tinha mais comércio aberto àquela hora da noite. Foi quando lhe veio à mente: Amanhã de manhã vou procurar chocolates para revender, assim, também posso comer, mais barato.

No dia seguinte, colocou em prática sua ideia, comprou alguns chocolates e saiu vendendo. Você pode já está de "saco cheio" com a leitura, por não saber omo vai terminar. Mas, senhores(a), ele continuou vendendo chocolate...no final de mais ou menos quatro anos, o Sacristão, aquele senhor já com uma idade avançada, e tão deprimido, no momento de sua demissão, a ponto de não querer voltar para sua casa, de tão desnorteado que estava, era o maior fabricante de chocolate do norte da Itália.

A fama do fabricante de chocolate correu por todo o país, chamando a atenção de um grande banqueiro do Sul, que reunindo seus acionistas  decretou: Preciso ter esse homem com uma conta aberta em meu banco. Os senhores irão encontrá-lo onde ele se encontrar, e façam-no nosso cliente.

Os acionistas, cumprindo o que acabava de determinar o chefe, pegaram um voou rumo ao norte, com duração de quatro horas. Chegando à cidade onde estava a maior fábrica daquele homem, se dirigiram ao seu escritório, onde o encontraram, e depois de uma conversa, disseram: Viemos aqui com a missão de fazer o senhor um cliente do nosso banco.

Não tem problema, o que posso fazer, para me tornar o cliente do banco? perguntou o maior fabricante de chocolate. Somente assinar aqui. Apontando o lugar no papel, onde seria feita a assinatura, ficaram aguardando...

Assinar, não posso, pois não sei ler e nem escrever... foi a resposta dada.
Com espanto, perguntou um dos acionistas: o senhor não sabe assinar? não senhor, não sei, respondeu  aquele tão desejado, possível cliente.

Depois de um breve silêncio, um dos homens do banco comentou: Se o senhor soubesse assinar, seria o homem mais rico da Itália!...
Não senhores, retrucou o homem, com um tom mais ou menos melancólico... eu seria Sacristão!


Nenhum comentário:

Postar um comentário