quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Missa na Rua

A Rua pode ser sinônimo de liberdade, ou de perigo, por causa  da “liberdade” que a todos oferece. E assim, como me é permitido,  também é ao outro. Mãe acolhedora, que a todos abre suas portas, e sem impor regras, simplesmente acolhe. Castigar não é seu forte. Deixar à vontade, sim. O  uso da liberdade para correr  na imensidão de seu espaço, a ponto de não encontrar o caminho de volta, não é castigo imposto pela Rua, mas efeito da liberdade excessiva, que, de tão grande, não cabe na   capacidade de compreender da maioria das pessoas.
Mãe acolhedora, que ao contrário da galinha mãe, que junta seus pintinhos em baixo de suas asas, espalha pelos  mais diversos pontos de seu território, os que buscam seu abrigo.
Mas, eu escrevi acima, como título deste texto Missa na Rua, porque, ao tentar passar por uma Rua, me deparei com uma barreira de carros e cadeiras que interditavam a passagem. Então resolvi saber o que estava, ou melhor, o que ia acontecer ali. Ao saber que tratava de uma celebração eucarística, que havia começado na cidade, como parte da nova responsabilidade da Igreja, sugerida pelo Papa, não tive outra opção, resolvi ficar para fazer a  matéria, cujo título eu já visualizava:  Missa na rua.
 Missa na rua? Ou missas nas ruas. O que pode significar isso para a Igreja Católica? Maiores  chances e mais   motivos para serem assistidas, e não só pelos fies, mas por alguém que passa por ali, de shorts, de sandálias simples, sem maquiagens ou sem chamar muito atenção de Alguém.
Sendo uma via pública, a rua proporciona um bem-estar, como nenhum outro, na Zona Urbana. A Rua, é mesmo um espetáculo de liberdade.  Os que estão sem norte, também buscam as ruas. Lá eles dormem, além  de passarem o tempo todo.
A acolhedora mãe rua, dar abrigo aos desabrigados e desnorteados, e não exigem  quase nada. Não cobra aluguel  e nem impõe regras. Por elas passam os  desiludidos, e os que anunciam, como passou Jesus Cristo, por muitas da Galileia, inclusive, naquela, cuja multidão, impedia Zaqueu de ver, o Mestre, levando seus escolhidos, os seus doze fies seguidores.

E agora, do Papa Francisco, uma sugestão à Igreja:  que vá pelas ruas, em busca dos seus, desgarrados ou sem tempo para ouvir à mãe, que de tão distante, já não se assemelha mais aquela...  cuja  missão foi dada a Pedro: “Edifica minha Igreja”, e mais tarde, “apascenta minhas ovelhas”. 










2 comentários:

  1. Parabéns pelo Texto, Irmão Jeremias. Gostei bastante. Bela iniciativa da Igreja e da Comunidade que acolheu a Celebração. Deixo aqui meu abraço ao Frei Osmar e aos Irmãos e Irmãs que foram fotografados.

    Obrigado por Compartilhar!

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  2. É nosso dever, irmão, como já falamos muito. Aos que tomam a iniciativa, de obedecer, ou de colocar em prática a sugestão do Papa, ou de Cristo que disse a Pedro: "Acolhe minhas ovelhas. Coloca-as em abrigo seguro...cuida delas. Também aos que publicam, como é nosso caso, ou aos que elogiam, e como quem aplaude deixa comentários, como você. Obrigado , irmão

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