domingo, 9 de fevereiro de 2014

Centro histórico de São Luís...Intocável, ou abandonado?



















Foto acima, Prédio onde funcionou o 
Jornal Imparcial. Foto abaixo, Ferro de
engomar.





Para os moradores da "Ilha do Amor", com é chamada a capital do Maranhão, meu estado, São Luís pode ser, só mais uma cidade, com seus prédios...intocáveis, protegidos pela UNESCO, ou abandonados pelo poder público, com suas crises, com moradores de rua, jogados pelo cais da Beira-Mar, ou nos locais públicos...com seus milhares de problemas, típicos dos "Grandes Centros" urbanos. Para os que chegam, ou para os voltam, buscando a beleza, apesar do visível descaso, é a Escola, ou a Faculdade da história do passado, que reflete sua luz ainda no presente, e que, mesmo com um brilho um tando ofuscado, ainda nos mostra o futuro, também com uma imagem ofuscada, embaçada ou desfocada.

E eu, como tantos outros admiradores, ou críticos, que por ela foi acolhido, quando as expectativas de uma vida  melhor, lhe apontava como um caminho de solução, ainda me emociono e  cobro, mais de mim, do que cobro do governo. Porque as cobranças que faço ao governo, são dirigidas em forma de reclamações ou críticas, e assim, esqueço ou me esquivo de minhas obrigações. O governo que temos, tem a cara da população, da qual faço parte. Procurar saber onde errei, quando descubro que escolhi errado o representante que hoje tenho, pode ser o caminho para acertar amanhã, na próxima escolha.



Um pouco do centro de São Luís do Maranhão


Me limito em publicar as fotos. A leitura, cada um faça. Alias, cada ponto, cada figura, ou foto, tem um sentido, conta uma história, e acima de tudo, busca uma interpretação.

Assim, a foto de uma pessoa que está dormindo na rua, pode ter várias interpretações, para uns, é um mendigo, para outros, alguém que não quis incomodar, digamos...o Padre, que está dormindo. E aí a gente aproveita para sentir um pouco o que os "sem tetos" sentem. Enquanto escrevo, me lembro de um grupo de Seminaristas, que chegou mais ou menos às duas horas da manhã, em são José de Ribamar. Nós eramos nove, eu também estava lá. Estávamos vindo da cidade de Icatu, e não tinha mais coletivos para São Luís. Isso foi mais ou menos em 1982. O grupo era liderado por Bráulio, o seminarista mais velho do grupo. Tinha também, Osvaldo, Arias, Carmelino, Jeremias, que sou eu. Éramos nove, mas não me recordo dos outros nomes. Nosso líder achou melhor não incomodar o Padre, ele podia nos dar abrigo, mas, por não querermos incomodá-lo, deitamos na calçada da Igreja, de frente para o Mar, e não dormimos, porque o vento forte não nos permitiu. Senhores(a), aqui resolvi saí de fotografias e contar uma estória, porque explica sobre um monte de  gente deitado numa calçada...que visto, poderia ter várias interpretações, inclusive, de uns mendigos, porque, uma imagem é vista de vários pontos. Um bando de pardais...aqueles passarinhos sem muito valor, numa cama de terra, pode não ser percebido, ou pode atrair a atenção de pessoas, simplesmente pela poeira que fazem levantar, ou porque...são "bonitinhos". O mundo sem registro, pode perder a graça. Como posso contar sobre o que vi? ou como fazer que se acreditem? O mundo é belo...ou diferente, e isso só é percebido, por causa das imagens. Por isso sou fotógrafo.
















































































































































































































































































Postaremos ainda muitas outras fotos...

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