domingo, 30 de março de 2014

Assunto partidário


Desde garoto, numa cidadezinha do Maranhão, por nome Urbano Santos, acompanho "campanhas políticas". Aos dez anos de idade já ia aos comícios e gostava de ver o que os candidatos falavam. Meu pai votava, mas nunca dizia para quem, e assim nunca torcia para ninguém. Os candidatos, como por exemplo, um cidadão por nome Lourival, dizia: Roberto vota é comigo. Ele, meu pai não falava que não, mas se o outro dizia também que era para ele, que meu pai votava, papai confirmava.

Aos treze anos de idade, fui levado para um Seminário, queria ser padre, e no Seminário, se fava alguma coisa de política. Padre João de Fátima, por exemplo, um francês que ainda vive, em São Luís, e agora, com mais ou menos 83 anos de idade, falava muito sobre política, e parecia ter uma amizade com o governador João Castelo. Eu, como seminarista menor, agora com 15 anos, recebi permissão para participar de um grupo de jovens, CJUC, Clube de Jovens Unidos em Cristo, apesar da idade. O grupo tinha duas linhas, uma formada por pessoas que gostavam muito das coisas da Igreja, outra, se envolvia mais com causas sociais e falavam de política partidárias. Eu simpatizava os dois lados. De certa forma, todos se envolviam em tudo. Me  recordo de um curso de Primeiros Socorros, com o médico, Dr. Jácson Lago. Aquele mesmo que mais tarde viria a ser prefeito de São Luís, e mais...

A introdução acima, é só pra explicar, que desde os treze anos de idade vejo políticos discursando. Fico admirado com a humildade ou farsa...sei lá... de muitos. E fico impressionado com a mudança de comportamento, de candidato para... prefeito, digamos. Fico impressionado com eleitores...o povo, uns se conforma com tão pouco, outros, a ganância parece dominar.

O poder público, que teria o dever de orientar e conscientizar, ao meu ponto de vista, confunde e escraviza, porque se conscientizar, perde o domínio. E assim, com os Programas do governo federal, que visa passar quem está a baixo da linha permitida de pobreza para um degrau um pouco acima, tornam-se armadilhas que prendem e tolhem a mente dos que são contemplados, ou por outro lado, muitos dos contemplados se tornam aproveitadores, com ou sem o aval do governo. Isso porque, na preocupação de formar aliados, conscientizados ou não, deixam escapar a capacidade de conduzir, por um caminho de progresso, o povo, que aprende o vício do desmando, e tenta de um jeito ou de outro encontrar seu espaço.

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