domingo, 23 de março de 2014

O homem que decidiu não mais votar...

Aos dezoito (18) anos de idade Cizisnande, pela primeira vez votou. Era a eleição para eleger deputado, senador e  governador. Para deputado, votou em um amigo de infância, para senador, escolheu um homem muito rico, que estava saindo de governador. Ele tinha uma boa referência, havia levado água para a cidade de Cizisnande. A distância de aproximadamente duzentos(200) quilômetros foi interligada por milhares de canos que saía de um rio. Aquela era uma grande obra, pensou Cisisnande. Não conhecia muito bem os dois candidatos a governador, mas escolheu o nome mais badalado e "arroxou" um "X" no quadrado de seu nome. Não tinha dúvidas, para o jovem de dezoito(18) anos, acabara de exercer um papel de cidadania e tanto.


Dois anos depois, agora na escolha de prefeito e vereadores, novamente...faz sua escolha: votou num amigo, como fizera parta deputado. E assim, durante 22 anos o amigo da nossa historia, Cizisnante, continuou, sem se importar muito, se os representantes que ele escolhia, fazia ou não o que devia.

Um dia Cizisnande viaja para a capital do seu estado, e acabou ficando lá por muito tempo. Ficou muito surpreso quando começou a saber a respeito dos seus políticos, daqueles cujos nomes costumava escolher nas urnas. Nunca ele podia imaginar que alguém com um discurso tão bonito podia se envolver com coisas desonestas, como por exemplo, desviar o dinheiro que deveria ser da saúde e outras...

Uma decisão um tanto radical demonstra a decepção de Cizisnande: resolveu que não mais votaria. Não depois de ver que ficaria bem pior, uma vez que isso não traria nada de grandioso, nem pra ele, nem para ninguém. Uma revolta besta, podia-se dizer.

Cizisnande, senhores(a), é mais das uma ilustração que costumamos fazer, que me representa, com toda minha empolgação, ou com minha decepção. Ambas situações produzidas por mim mesmo. Somos responsáveis por quase todos os estados de espíritos que nos sobrevêm. Somos assim, culpados, e bem pior ainda, quando não admitimos isso.

Estamos nos aproximando mais uma vez, de uma campanha política. O momento, por natureza, é de uma "batalha", onde os amigos, os parceiros, os do mesmo lado ou grupo, passam por uma série de itens, cujas respostas selecionam  quem vai para onde. O povo mostra o que vale. A atitude de cada um de nós, mais uma vez, aponta o deputado que vai ser eleito, o senador e o governador. A força que temos será aplicada a nosso favor ou contra nós. As necessidades que temos, e as que iremos fabricar, nos sugerem tomar uma posição:  bem parecida com a que o goleiro toma, para segurar a bola, que premiará seu time com a vitória. Pegar, ou tentar pegar, a maior quantia, que nos possibilite fazer a casa que precisamos ter, comprar a fazenda que já visualizamos, o carro, parecido com o que o amigo(a) ganhou do prefeito, ou até mesmo a Sede, da Associação do Bairro...que até parece um engrandecimento da sociedade, e seria, se não caraterizasse uma compra comunidade, que continuará com os olhos vedados para não encontrar o caminho, cujo horizonte mostra a força que tem.

"Discurso atrasado,  filosofia barata, ou papo de quem não recebe uma quantia para está do lado de prefeito"...a interpretação dos nossos textos cabem aos leitores, que nos honram, ao acessarem nossa página. A "liberdade de expressão", com respeito, é para a imprensa, que hoje se estende a todos nós, da Televisão, do Rádio, dos Jornais ou revistas, da Internet, dos que escrevem, ou dos que se agrupam nos chamados "Senadinhos", nas esquinas ou praças. Da Imprensa que somos todos nós, que nos entendemos, ou que nos agredimos, que plantamos ou arrancamos, que construímos ou destruímos. Esta é a Imprensa, o povo que luta para vencer, embora por caminhos destorcidos.


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