domingo, 11 de maio de 2014

O poder... servir



Passo a passo, vamos nos deparando com momentos que ajudam a formar o livro que vai contar nossa história.

Num livro, se conta o que o mundo, ao longo dos passos nos mostrou, ou nos ensinou. Não somos professores, no máximo transmitimos o que nos passaram, e isso já é gratificante o bastante, para não pararmos de agradecer a Deus.

Quando garoto, dos 13 aos 18 anos convivi com os Padres, que foram para mim, verdadeiros professores. Eu achava que tinha vocação para a vida sacerdotal, por isso meu pai me mandou  para o Seminário, em Brejo dos Anapurus. Lá, o Bispo Dom Afonso de Oliveira Lima, um cearense, de Limoeiro do Norte, era o Diretor, Reitor, além de ser o Bispo da diocese de Brejo, com muitas Paróquias...não sei quantas. A lição era dura. Tínhamos horário para rezar, tomarmos o café da manhã,  trabalhar, almoçar, descansar, estudar e brincar, mas tudo na mais rigorosa disciplina. A instrução, era aprender a servir.

Dois anos depois, já em São Luís, para continuar o Seminário Menor, enquanto chegava o tempo de ir para o Seminário Maior, já com a idade de 15 anos, tinha o francês, Padre João de Fátima, como mais, digamos assim,  um instrutor, ou Reitor, professor, e que exibia em um corredor, um cartaz com a frase: "Quem não vive para servir, não serve para viver".

Aos 18 anos, depois de uma certa convicção de que não tinha vocação para ser padre, saí do Seminário, e fui para uma República, também dirigida por um Padre. Padre Sidney, que também era Pároco da Catedral da Sé. Nas orientações de Padre Sidney, estava também o "servir".

Resolvi deixar a República que me acolheu por seis meses. Encontrei um emprego, numa loja por nome Mara, e lá nas reuniões que assisti, lembro-me que o gerente falava, que o principal requisito exigido para ser aceito como um funcionário na loja, era está disposto a servir.

Numa Academia de Karate, o instrutor, Robson Correia, falou certa vez, que, se não se aprende para ensinar, é melhor amarrar um pedra no pescoço e se atirar ao mar.

Há três dias, em conversa com um policial, falando sobre a dureza sentida pelos alunos de um curso, que torna mais eficiente um segmento da PM, ele me disse: "Não é duro, o curso, duro é não poder trabalhar, por questão de uma saúde frágil". O Policial, que é Sargento, e está sem trabalhar por um tempo, por motivo de um acidente em que se envolveu, contou um pouco sobre seu trabalho, que mesmo nas folgas, ele está se informando sobre as ocorrências.

Servir, senhores(a), é a missão para a qual fomos todos enviados. A construção do mundo que precisamos, deve ser feita por nós, que às vezes só reclamamos do que os outros fazem. O poder servir, pode ser a solução para muitos problemas que impedem o mundo de aderir o "Amai-vos uns aos outros".



Nenhum comentário:

Postar um comentário