sexta-feira, 23 de maio de 2014

Um comentário


DeusILUSÃO! Os questionamentos não são inteligentes, porque, parece uma defesa. Mas, defesa a que? De acordo com a bíblia, alguns dias depois da morte de Jesus Cristo, apareceu aos apóstolos, que estavam com medo dos romanos, e por isso fechados numa sala, um mistério: Jesus, que já tinha morrido, em uma cruz, entra na sala, causando um certo pavor, porque já tinha morrido. Mas, depois de dizer: "A paz esteja convosco",  sua voz foi reconhecida por todos. Reconheceram Jesus cristo, ficaram alegres, ainda em pânico interior, pelo o que estavam vendo. O amigo fala em seu texto, que não conhece ninguém que tenha visto um anjo, ou demônio. Amigo, o que presenciei numa certa ocasião, em um quarto fechado, que eu usava como Laboratório fotográfico, em São Luís-MA, no ano de 1986, não me deixou dúvida sobre algo que justifique um algo sobrenatural. Enquanto as fotografias eram lavadas, com água de uma torneira, para tirar o liso provocado pelo produto químico revelador, deitei-me um pouco no chão que era forrado por carpete. Coisa que eu fazia sempre. Mas, naquela noite, alguma coisa fez com que eu desistisse de continuar fazendo. Enquanto eu descansava, entrou algo como um vento muito forte, a ponto de eu notar que os papeis do chão do quarto se levantavam. A porta fechada, as janelas, contra luz e contra ar, também fechadas. Com muito esforço, consegui me levantar, e não  trabalhei mais naquela noite. Estou narrando este acontecido, mas já presenciei mais coisas. Isso já me basta para não contestar o sobrenatural, que você pode chamar do que quiser. Mas, para eu acreditar nas suas verdades, amigo, você precisa me dizer se sabe fazer uma vida. Uma vida de uma semente, por exemplo...depois vou analisar suas contestações.

O texto acima, comenta o texto abaixo


DEUSILUSÃO



O Inimigo [Republicação]

Você nunca viu um anjo. Nem nunca viu um demônio. Por isso, se eu te perguntar como você imagina que seja um anjo, ou um demônio, inevitavelmente você irá buscar na memória algumas imagens desses seres que você guardou vendo filmes, desenhos, estátuas, pinturas, ou no que leu a respeito deles. O interessante é que as pessoas que fizeram essas coisas, esses livros, estátuas, etc., de onde você tiraria sua ideia de anjo, ou demônio, também não viram nem um, nem outro. Eles eram artistas, e fizeram o que foram pagos para fazer: a representação física de uma ideia.
Eu andei vendo algumas fotos dessas criaturas e descobri um padrão. Geralmente, os anjos têm asas branquinhas feitas de penas, que lembram as asas de um pombo; os demônios, assim como o próprio Satã, têm asas negras feitas de pele, como as dos morcegos. Outra coisa é que os anjos sempre aparecem enfrentando os demônios com algum tipo de arma: uma espada, uma lança, um cavalo (que também é arma de guerra). Os demônios aparecem desarmados: nada além de um par de chifres. Uma luta bem desleal.
Quanto às armas, não posso falar nada, mas acho que aqueles artistas nunca tenham sido perguntados sobre como os demônios adquiriram suas asas de morcego, uma vez que eles eram, originalmente, anjos com asinhas de pombo.
Encontrei a imagem acima na revista BBC História n° 5 — Cristianismo: a verdade sobre a vida de Jesus e osmais turbulentos capítulos da história cristãÉ um mosaico bizantino do século seis que mostra Satanás como um anjo azul (à direita na foto), ao lado de Cristo. A obra é uma representação simbólica do Juízo Final: Jesus está sendo ajudado a separar alguns cabritos do meio de umas tantas ovelhas. Obviamente, uma alusão ao dia em que os que forem salvos serão apartados dos ímpios.
Aquele anjo azul seria, assim, o responsável por apresentar ao Filho do Homem toda a lista de pecados de cada um de nós, no Dia do Julgamento, como se fosse um promotor num tribunal. O nome Diabo entrou no nosso idioma derivado da palavra grega ‘diabolus’, que significa “acusador”, justamente devido a essa função de dedo-duro, bem longe, portanto, da imagem que temos hoje de um monstro que toma conta de um local de tortura. O Diabo estava mais para um ajudante de Deus do que para um arquirrival.
A revista explica por que a visão que temos, hoje, de Satanás é tão diferente, uma vez que ele é apontado como o “principal instigador de toda sorte de perversidade — inclusive o apetite sexual”. Os motivos são bem interessantes.
No ano de 1047, por exemplo, o Sínodo de Roma exigiu o celibato clerical. Isso significava que os padres se privariam de levar a vida de um homem normal que eram e, ainda, teriam que fingir que estava tudo bem. Quando descobria-se que um padre estava tendo relações sexuais com alguma mulher, o sacerdote podia se fazer de vítima e atribuir o ocorrido aos poderes satânicos da infeliz que o seduziu. Ele saía ileso do vexame e a beldade era queimada viva como bruxa. Não se falava em pedofilia, mas como, ainda hoje, a igreja católica acoberta e protege seus padres pedófilos, não é difícil de imaginar que ela fizesse o mesmo naquela época em que era muito mais poderosa e imune a críticas.
Um outro motivo é comparado ao que ocorreu com os Estados Unidos depois dos ataques às Torres Gêmeas:“qualquer campanha para fortalecer a coesão de um povo pode se beneficiar da noção de que existe uma ampla conspiração contrária”. No caso da Europa Ocidental do século dez, séculos depois daquela arte bizantina que abriu esse texto, essa conspiração era representada pelos exércitos invasores de povos não cristãos, que a haviam assolado por quase um milênio. Os cristãos europeus passaram a se sentir mais fortalecidos porque acreditavam que estavam todos combatendo um mesmo mal, um inimigo comum: o Inimigo.
A Igreja percebeu que essa visão surtiu um efeito bastante positivo para os seus interesses e, desde então, com o seu patrocínio, a figura de Satanás passou a ser muito mais comum nas artes, sendo representada de várias e várias formas, mas nunca mais ninguém se lembrou de pintá-lo como um anjo azul…

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