terça-feira, 28 de outubro de 2014

Porque sou Fotógrafo


Atualizando Porque sou Fotógrafo



Aos 13 anos de idade, saí da casa dos meus pais, em Urbano Santos-MA,  e fui estudar para ser Padre, em Brejo dos Anapurus/MA, 

No Seminário, em Brejo, fiquei por mais ou menos 2 anos. Não gostei  do tratamento que nos era dado lá(no Seminário), e pedi  pra sair. Fui atendido, a mesma pessoa que me colocou lá, também me levou de volta para casa, que foi o Padre Xavier, meu Padrinho de crisma.

Fui levado para São Luís, para um passeio, pelo mesmo Padre Xavier, que depois de uma semana, me perguntou se eu queria ficar lá, para continuar estudando como Seminarista. Eu aceitei.

Como cheguei em São Luís

Com 15 anos de idade, incompleto, no meio do ano, cursando  a 7ª Série, diga-se de passagem, a mais difícil de todo o colegiado; fui morar  nas dependências da Igreja de Fátima, no Bairro de Fátima. Foi lá que passei os principais dias de minha adolescência, e posso dizer, que lá foi onde tive meu caráter...mais ou menos moldado.

Passei a ser o 6° morador daquela casa, que tinha três Freiras: Irmã Lídia, Irmã Terezinha e Irmã Maria Costa. E  tinha um rapaz, que era o Secretario do Padre João de Fátima. Patrick Pardinne, que chamávamos de Patrício, filho do Fotógrafo francês, Roger Pardinne que mais tarde viria a ser o meu professor prático de fotografia. 

Na casa tinha( ou deveria ter), o próprio Padre João de Fátima, que seria aqui, na ordem (da minha narrativa), o 5° morador e dono da casa. E era o Pároco de Fátima.

Quando falei que deveria ter, é porque ele estava na França, seu País de origem; foi para umas férias, depois da notícia da perda de sua mãe, e lá ficou um pouco mais, em virtude de um acidente automobilístico que sofrera. "Fui dar uma volta num carrinho que minha mãe deixou. Choveu...tinha um pouco de óleo na pista, cochilei um pouco...entrei em baixo de uma carreta parada”... foram mais ou menos uns 10 meses  hospitalizado na França. Antes de voltar, já sabia sobre mim. Em uma mensagem que gravou numa fita K-7 para os moradores da  casa, digo, da Igreja, dirigiu-se  também a mim.

Mais tarde, digo, mais ou menos 1 ano e meio depois, saiu Patrício e Irmã Lídia, e chegou Irmã Preciosa, que depois de mais ou menos 1 ano, saiu. E depois chegou Irmã Benta, que menos de 1 ano depois, também saiu.

Fiz questão de detalhar um pouco, na medida do que fui lembrando, no momento que estava escrevendo, para explicar minha trajetória na Igreja de Fátima, onde estive como Seminarista.

Fiquei por 4 anos como Seminarista Menor, aprendi fotografar e revelar as fotos. Padre João  me incumbia de fotografar algumas coisas da igreja e depois revelar as fotos, e  pedia para sempre usar filmes que pudessem ser revelados  lá  mesmo, que era no caso, o preto e branco.

Depois de se comportar mal, o fotógrafo da casa, Luís, o Mobi, foi despedido, e eu assumi o seu lugar, como fotógrafo oficial.

Depois de todo esse tempo(4 anos), na Igreja de Fátima, como Seminarista, indeciso quanto à Vocação   Sacerdotal, decidi  não ficar mais, apesar de Padre Xavier ter me aconselhado para ter paciência.

Então, depois de deixar o Seminário, depois de ter trabalhado como corretor de imóveis, e trabalhado 2 anos como vendedor lolista, da  Mara Confecções, na Rua Grade nº 301, de onde resolvi pedir contas do emprego,  montei um estabelecimento de foto, registrei uma Micro Empresa, e assumi de vez a profissão,  que, apesar dos "ossos do ofício", vejo como digna e muito bonita.

Fotografar me permitiu descobrir um mundo de beleza, que ao meu ver, em nenhuma outra   profissão eu teria descoberto. 

A história nos conta, que antes da descoberta da captação de imagens através da luz, ou da escrita através da luz, descoberta essa atribuída  a Aristóteles, entre 384 322 AC, ou ao pintor Leonardo da Vinci, em 1452 - 1519, se fazia retratos, com pincel e tinta.

Quem quer que tenha descoberto a Fotografia, que tenha sido Aristóteles, que foi filósofo, ou Leonardo da Vinci, que foi um grande pintor, fez, sem dúvida uma grande descoberta.

O inventor  não descobriu tudo, deixou, e ainda existe, apesar da “Era Digital”, algo a ser descoberto, a cada momento que se fotografa. E porque sou Fotógrafo? nem  sei se posso ser assim chamado, pela grande importância que tem um Fotógrafo. 

Sei que não sou digno, de ser, de fato, chamado de Fotógrafo, mas quero merecer o nome. Sei, que a cada momento somos chamados a nos especializar. O mundo grita por evolução, e temos que correr, para não ficar atrasados. 

Pratica, teoria e dedicação.  Juntar  tudo isso e um pouco mais! Descobrir o belo onde nem sempre é visível, arrancar de alguém um sorriso, registrando o seu melhor lado, fazendo ele ou ela, sentir, que a natureza, e o "Deus da Natureza" fez o lado belo, bonito e o positivo, para contrastar com outro lado! Essa é missão do Fotógrafo.

Contei por escolhi ser Fotógrafo,  mas alguém que me conhece, ou não, e se deu o trabalho de ler toda esta bobagem que escrevi, talvez me conteste.  Mas acredito na vocação profissional. E não seria somente para vender um pedaço de papel carimbado pela luz, por um preço insignificante, na maioria das vezes, por falta de opção ou por uma questão de sobrevivência.  O que faço, faço para mim em primeiro lugar, a questão do dinheiro no caso, encaro como pagamento que alguém precisa fazer a mim, por um registro que julgue necessário ou interessante, e que não seja pra me ajudar. Assim como, quando compro algo de alguém, não o faço para ajudar. Afinal somos todos dignos de receber o pagamentos pelo trabalho que fazemos, “O operário é digno do seu salário”, disse certa vez, Alguém em quem me inspiro. Jesus Cristo.

O dinheiro é uma conseqüência, como todos os frutos os são. E somos todos capazes de produzir frutos, que alimentem a nós, e aos outros. Como somos capazes de escrever nossa história, inspirada na vida, e ajudar na inspiração pra muitas outras que serão contadas.

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