quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Progresso Humano


O que seria isso? Qual é a resposta a essa pergunta, caso eu precise responder?

Senhores(a), nos prendemos muito ao nosso eu. Muitas das vezes, o outro, para mim, digo, para nós, simplesmente não existe. Quando existe, por algum motivo, só nos interessa, se tiver algo para nos oferecer, e depois, já não nos interessa.

A simplicidade de muitos, podem ser confundida com tolice, burrice e pobreza. No entanto, de acordo com a Sabedoria que a própria vida nos sugere, é lá que pode está escondido o tesouro que procuro.

Discriminamos, e por isso somos discriminados. Mas, se atentarmos para a Oração de São Francisco, ou para a filosofia, fruto da Sabedoria que rege o universo, do "É dando que se recebe", o que recebemos, é exatamente o fruto da semente que, conscientes ou não,  plantamos. O título deste texto, me veio, depois de uma conversa com uma pessoa simples, como eu, da qual, eu jamais imaginava que me viria a resposta para algo, que há muito tempo eu buscava. Juntando a isso, estou vendo, depois da ultima eleição, uma onde de discriminação derramada sobre o Nordeste. E como nordestino que sou, me acho no direito de responder.

A resposta, senhores(a),  depois de uma rápida análise, é a seguinte: Discriminação, pode ser o reflexo de frustrações, recalques, desespero...e falta de noção, ou mesmo...falta de educação. 

Em se tratando de discriminação contra pessoas muito simples, falta, no mínimo, um pouco de virtude, e compreensão do fato de que somos simplesmente nada, e somos menos ainda, quando tentamos demonstrar uma superioridade que simplesmente não temos.

Em se tratando da discriminação contra o Nordeste, berço dos grandes artistas,  e personalidades que deram vida, em todos os sentidos, ao nosso país, entendo que é mesmo a frustração de um povo, que se habituou a achar que vale mais que os outros. Um povo, diga-se de passagem, filho, na maioria das vezes desta terra chamada Nordeste, desprezada pelos que assumiram por este país, a responsabilidade de desenvolvê-lo e não o fizeram. Valorizaram a parte, que no início de nossa colonização,ficaram os exploradores europeus, que usufruíra de nossas riquezas, em benefício próprio, digo, de seus países.

Muita das vezes, os filhos do Nordeste, que por um motivo ou por outro, deixam sua terra, para se aventurarem a outra, que pode ser, num determinado momento, mais próspera, esquecem suas raízes, e até se envergonham de dizer de onde são.

Quando nego minha origem, estou fugindo de minha raiz e perdendo minha identidade. Isso pode significar desespero e frustração. E o verdadeiro progresso, que precisamos, consiste, se não no "Amai-vos uns aos outros", caso eu não aceite, pelo menos, no respeito ao próximo. 

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