sábado, 18 de abril de 2015

Como deveríamos escolher o nosso candidato a prefeito


Antes de tudo, é preciso deixarmos  de ser escravos de alguns  vícios. Como por exemplo, pedir esmolas aos que têm a obrigação de nos representar.

Na ultima Audiência Pública que aconteceu em Bacabal, fiz questão de perguntar: O que nossa Igreja Católica está fazendo para evangelizar mesmo, e o que as autoridades estão fazendo para merecerem a credibilidade do povo.

Quando perguntei, o que nossa Igreja está fazendo para evangelizar mesmo, é porque sei que muitas das vezes esquecemos o propósito do Evangelho: "Eu vim para que todos tenham vida e tenham-na em abundância".

Vida em abundância, pode significar o que a minha concepção quiser, ou pode significar o que o bom senso baseado nos ensinamentos de Jesus Cristo, sugere.

De ti sairá um Rei cujo reinado não terá fim. Isso está no livro de Samuel. Deus falou isso ao rei Davi , que  substituiu ao rei Saul. E  o rei  Saul perdeu o posto de rei, porque desobedeceu a Deus.

Toda a  história do povo de Deus, de acordo com a bíblia, fala de libertação, a começar pela conversa com Abraão. "Sai da tua terra, do meio dos teus. De ti farei uma grande nação, e te abençoarei e engrandecerei o teu nome. Abençoarei aos que te abençoarem e amaldiçoarei aos que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra".

Uma vida de bênção é uma vida de libertação. E mais tarde, no Egito, quando o povo do mesmo Abraão estava sofrendo como escravo, Deus enviou a Moisés, a missão de tirá-lo de lá. E a mesma história alcança a Jesus Cristo, o Rei prometido, de acordo com a interpretação da bíblia, feita por nós, que nos dizemos cristãos.

E Jesus Cristo, o fundador da nossa Igreja, é o mesmo que enviou os discípulos para divulgarem a Boa Nova da salvação, que é o evangelho.

A pergunta é: Estamos, como Igreja evangelizando mesmo? ou ao contrário disso, estamos também nos escravizando e induzindo aos outros que sejam também escravos? Vale questionar, porque pode ser que estamos fazendo campanha política, favorecendo algum nome, dentro de nossa própria Igreja. Estamos querendo nos promover, às custas da Igreja. E se isso for verdade, somos hipócritas.

Então, como deveríamos escolher nosso candidato a prefeito? A resposta é: a partir de um nome vindo das bases do povo cristão. E não é discriminação com os outros,  mas lutar por um nome  mais temente  a Deus, é nossa obrigação, porque, até agora, vejo boa parte das manifestações, por exemplo, como manobra de alguns "espertos" infiltrados nos movimentos da Igreja. E isso é ridículo, e temos o direito de assim considerarmos.

Estamos corrompendo a Igreja de Jesus Cristo. Estamos vislumbrando o poder, e usando a Igreja como ponte para chegar lá. E como evangelizar assim? Porque, ao invés de aceitar patrocinar campanhas políticas, não induzir o povo a se organizar em grupo? Não falo de formar grupos para usá-los como escravos, mas de grupos que busque uma conscientização verdadeira.

O caminho é a conscientização e a abolição da escravidão. Não do trabalho forçado, mas da falta de vontade de querer trabalhar; e com isso aceitar migalhas em troca de votos, fazendo assim, com que uma população todinha se torne refém dos desmandos de uma administração corrupta, construída pelo próprio povo.

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