quarta-feira, 1 de abril de 2015

Nossa Cultura...!



Somos levados a viver de acordo com o que aprendemos e como aprendemos. E aí está o nosso limite. Avançar mais, só é possível se tocados por uma influência de uma outra realidade. Digo, de uma outra Cultura.

A notícia de um tumulto na Caixa Econômica Federal, ontem (31) em Bacabal, foi divulgada no "boca a boca", e algumas críticas, por parte de algumas pessoas foram também dirigidas em relação a isso. Como por exemplo: "Um monte de desocupados dizendo que são pescadores".

Olhem senhores(a), vivemos num país, numa região, num estado e num município, de uma cultura das coisas fáceis, e isso forma nossa realidade.

Se no outro lado da rua, ou logo ali na esquina alguém, mesmo sem se saber de onde, estiver distribuindo cestas básicas, por exemplo; em questão de cinco minutos se formará uma grande multidão. E não é, necessariamente por necessidade de uma, mas, porque é de graça. Alguém passa em seu carro, estaciona mais à frente, volta de pés e vai procurar receber a sua cesta. Isso é uma questão de cultura.

A questão do tumulto na Caixa Económica,  noticiado pela cidade, não é culpa do povo, como algumas pessoas, sem analisarem a situação, disseram. Vivemos à mercê dos desmandos dos nossos "representantes", que normalmente não assumem o papel que   lhes cabem por obrigação. Que estão lá para representar, a não ser seus próprios interesses. Não seriam eles que deveriam está à frente para buscar a solução  do problema? ou mesmo, não seriam eles que deveriam encontrar meios legais, para que nas instituições bancárias não houvessem os tumultos pelas condições precárias de atendimento? Não foram eles, quem fizeram as leis, e as brechas nas mesmas,  para que os "pescadores de aquários" fossem reconhecidos como verdadeiros pescadores e recebessem o seguro defeso? Se o povo, com a cultura que tem, adquire legalmente o direito de receber uma determinada quantia, não deve ir buscar? Quem, dentre nós, não faz um grande esforço para receber seu pagamento, sobretudo na véspera de um longo feriado, quando vai precisar de pagar suas contas e comprar a comida para a família? Se alguém está errado, senhores(a), creio que não é o povo. Nós temos muitos erros, inclusive o de não sabermos escolher nossos representantes. Mas, os representantes, uma vez escolhidos, simplesmente negligenciam. E, como dizia o deputado Justo Veríssimo, personagem do saudoso Chico Anísio, no  programa  de humor, "Balança mais não cai", exibido na TV, na década de oitenta, "o povo é que não acerta uma". 

Nenhum comentário:

Postar um comentário