sexta-feira, 1 de maio de 2015

Todo povo desta terra quando pode cantar, canta de dor.



A frase acima é de uma música de Clara Nunes. Canto das três  raças.

Na realidade, lamentamos muito e talvez por isso lutamos pouco e contamos muito com a sorte. Nos recolhemos quando tentamos com um grupo e não conseguimos. Então começamos a acreditar que sozinhos pode dá mais certo. e por isso nos endurecemos com os que se aproximam de nós, ou melhor, dos que tentam se aproximar, porque de cara, os repudiamos.
Somos da cultura do "se dá bem". E chegamos a acreditar que é possível nos isolarmos do mundo. E nos frustramos, porque logo ali, antes de chegarmos na esquina mais próxima, percebemos que nos enganamos, porque, querendo ou não somos de uma um grupo, mesmo que desorganizado, e por mais que queiramos não podemos fugir, porque outros, de nossa espécie se aproximarão  e quando não são bem acolhidos, nos tratam como adversários. E então construímos cercas, que nos separa dos que não queremos. Mas, mais uma vez, logo ali...bem próximo, podemos cair e muitas das vezes, quem vai tentar nos levantar, mesmo inconscientemente, pode ser um dos  indesejáveis.

Muitas das vezes, nos fazemos de miseráveis...bem mais do na realidade somos. Perdemos o direito de questionar, porque estamos sozinhos, e isso nos faz mais escravos do que também, na realidade somos.. E o mundo começa a decidir por nós porque estamos presos, sem cadeias , sem algemas e sem paredes. A prisão é mental

Talvez entendamos que seja hora de acordarmos...antes que venha o sono profundo, que não mais permitirá que nossas  marcas fiquem.

Num mundo onde se prega a parceria, parece que a consciência não está atenta para os discursos, ou textos bonitos.

Se somos a maioria, não atentamos para  isso, pelo menos, não  na prática.. E assim, enquanto reclamo, permito que muitos dos meus semelhantes morram à mingua. E então...? que pregação mais boba, que faço? O povo precisa se ajudar, e junto caminhar, para atravessar ...os muitos mares vermelhos. E então...precisamos de um Moisés, porque são muitos os Faraós e seus exércitos.

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