sexta-feira, 4 de setembro de 2015

E a política, tem jeito?


A pergunta parece assim meia sem sentido, mas dá para entender. O problema todo está em cada um de nós, que formamos o povo.

Cobramos muito, mas damos muito pouco, e em alguns casos, na maioria, não queremos dá nada. E isso é muito triste, causa indignação, revolta e muitas das vezes, o desânimo no que diz respeito a fazer algo para melhorar.

O problema maior, se quisermos ser sinceros, não está em nenhum administrador ou gestor público. Somos nós o povo, o problema. Somo preguiçosos e corruptos, e cobramos muito daqueles que elegemos como representantes. Mas trocamos nosso voto por qualquer esmola e passamos quatro anos cobrando o que não temos por direito. Verdade, abrimos mãos dos nossos direitos, quando aceitamos um ninharia de dinheiro. Quando o candidato chega em nossas portas e pegamos no braço dele, o arrastamos para os fundos da casa  e contamos todos os nossos problemas, e depois pedimos: Saco de cimento, telha para cobrir a casa, pagamento da conta de água ou luz...e outros.

Culpa da cultura que adquirimos. Pedimos muito e nos oferecemos como escravos. E escravo não tem liberdade e nem direito. Escravo não fala, porque não tem quem o ouça. Nosso problema é não termos lido sobre o que é ser escravo.

A  fome de um dia, a preguiça, a vontade de se dá bem de qualquer jeito e outros vícios a mais, nos domina. E parece que estamos condenados a ser enganados por todos os que elegemos. Engano nosso, porque sequer atentamos para a força que temos quando somos unidos. O problema é que o que nos une para eleger alguém, é a miséria, que é maior que a pobreza de bens materiais. A mente mesquinha que aceitamos ter, nos empurra para o lixo desprezível, porque aceitamos ser lixo dos poderosos. Esquecemos inclusive que somos criaturas de Deus.

Se quisermos, se cremos, "tudo é possível ao que crer", e quem falou isso foi o Mestre Jesus Cristo.

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