segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Às vezes falamos muito


Depois de algum tempo a gente percebe que fala muito. Nada contra quem fala muito, até porque eu estou falando de mim mesmo.

Olhamos ao nosso redor e encontramos gente com sugestões para oferecer ao outro, com conselhos e mesmo sermões. O problema é que muitas das vezes não temos nenhuma outra atitude. E nossas palavras parecem ventos quentes. Reclamamos de tudo e de todos, enquanto o vizinho pode está passando fome, ou com uma conta de luz, de água, ou com uma receita médica, e sem dinheiro para tudo isso.

Valorizamos muitas das vezes os que estão bem distantes...e deixamos os de perto, ou até os da nossa família com fome. Cometemos muitos erros sim, mas, um certo dia precisamos nos encontrar conosco, e quem sabe, fazer uma crítica a nós mesmos.

Criticar a mim mesmo, e só isso, também não vai fazer mudar nada. Eu preciso ser sincero, para que eu, e o mundo ganhe com isso. Muitos estão precisando de nós e não de nossa poses ou de nossa demagogia.

Estamos nos pintando das cores da França, porque queremos e devemos demonstrar solidariedade para com os irmãos de uma pátria do outro lado do oceano atlântico. Isso mostra o nosso lado bom. E nem vamos querer saber se os franceses se pintaram de verde e amarelo quando centenas de pessoas morreram queimadas e sufocadas numa boate no Rio Grande do Sul. Em nosso pais, muitos morrem de fome e não sei qual outra nação se solidariza com isso. E não preciso dizer que não sei das muitas ajudas que estrangeiros têm mandado para o Brasil. E não sabemos quanto e nem em quais circunstâncias isso tem acontecido, ou até quanto foi desviado dessas ajudas.

Nada contra, senhores(a), só estou fazendo uma crítica, que se direciona em primeiro lugar a mim. Que nossas demagogias não nos faça morrer de fome.

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